HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2020
Paciente de 56 anos, previamente hígido apresenta quadro de disfagia rapidamente progressiva. A conduta mais indicada é:
Disfagia rapidamente progressiva em adulto > 50 anos → Investigar carcinoma esofágico com esofagoscopia e biópsia.
Disfagia rapidamente progressiva em um paciente de 56 anos, previamente hígido, é um sintoma de alarme que exige investigação urgente para excluir malignidade, principalmente carcinoma de esôfago. A esofagoscopia com biópsia é o método diagnóstico padrão-ouro para essa condição.
A disfagia, definida como a dificuldade de deglutição, é um sintoma comum que pode variar de leve a grave. Quando a disfagia é rapidamente progressiva, especialmente em pacientes com mais de 50 anos e sem histórico prévio de problemas gastrointestinais, ela deve ser encarada como um sinal de alarme para condições graves, como o carcinoma de esôfago. A epidemiologia do câncer de esôfago mostra uma maior incidência em idades mais avançadas e em pacientes com fatores de risco como tabagismo e etilismo. A fisiopatologia da disfagia no carcinoma esofágico está relacionada ao crescimento tumoral que obstrui progressivamente o lúmen esofágico. Inicialmente, a dificuldade é para sólidos, evoluindo para líquidos à medida que a estenose se agrava. A perda de peso não intencional é um sintoma associado comum devido à dificuldade de alimentação e ao próprio efeito catabólico do câncer. O diagnóstico precoce é crucial para um melhor prognóstico. Diante de um quadro de disfagia rapidamente progressiva, a conduta mais indicada é a realização de uma esofagoscopia (endoscopia digestiva alta) com biópsia de qualquer área suspeita. Este procedimento permite a visualização direta da lesão, a avaliação de sua extensão macroscópica e a obtenção de material para confirmação histopatológica. Outros exames, como o estudo contrastado do esôfago, podem mostrar alterações, mas não substituem a biópsia para o diagnóstico definitivo de malignidade.
A disfagia que é rapidamente progressiva (piora em semanas a poucos meses), inicialmente para sólidos e depois para líquidos, associada a perda de peso não intencional e idade avançada, sugere fortemente uma causa maligna, como carcinoma de esôfago.
A esofagoscopia permite a visualização direta da mucosa esofágica, identificação de lesões suspeitas (massas, úlceras, estenoses) e a coleta de biópsias para análise histopatológica, que é essencial para o diagnóstico definitivo de carcinoma.
Além do carcinoma de esôfago, os principais diagnósticos diferenciais incluem acalasia (distúrbio motor), estenoses benignas (pós-cáusticas, pós-radioterapia, DRGE crônica), esofagite eosinofílica e, menos comumente, compressão extrínseca.
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