SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2023
Paciente de 65 anos, tabagista ativo e etilista, com história de dificuldade de deglutição de carne vermelha, associada a queixa de pirose e queimação retroesternal. Iniciado inibidor de bomba de prótons e orientada interrupção do tabagismo, ajuste de dieta e medidas antirrefluxo. Após dois meses, o paciente retorna com perda ponderal de 8 kg e progressão do distúrbio de deglutição para alimentos pastosos. A conduta preconizada pelas diretrizes atuais, nesse momento, é:
Disfagia progressiva + perda ponderal + fatores de risco (tabagismo/etilismo) = Sinais de alarme → Endoscopia digestiva alta urgente para excluir malignidade.
A presença de disfagia progressiva e perda ponderal, especialmente em pacientes idosos com fatores de risco como tabagismo e etilismo, são sinais de alarme que exigem investigação imediata com endoscopia digestiva alta para excluir malignidade esofágica.
A disfagia, ou dificuldade para deglutir, é um sintoma comum que pode variar de uma condição benigna a um sinal de doença grave, como o câncer de esôfago. A avaliação inicial da disfagia deve sempre incluir a busca por 'sinais de alarme', que são indicadores de maior risco de malignidade ou outras patologias sérias. A presença de disfagia progressiva, perda ponderal, odinofagia, anemia, sangramento gastrointestinal ou início dos sintomas em pacientes mais velhos exige uma investigação diagnóstica aprofundada e imediata. Nesse contexto, a endoscopia digestiva alta (EDA) é o exame de escolha. Ela permite a visualização direta da mucosa esofágica, a identificação de lesões (inflamatórias, estenoses, tumores) e a realização de biópsias para análise histopatológica. Em pacientes com fatores de risco como tabagismo e etilismo, a suspeita de câncer de esôfago é ainda maior, tornando a EDA indispensável para um diagnóstico precoce e um tratamento oportuno. O tratamento empírico com inibidores de bomba de prótons (IBP) para sintomas de refluxo é comum, mas não deve atrasar a investigação quando sinais de alarme estão presentes. A falha em reconhecer e investigar esses sinais pode levar a um atraso no diagnóstico de condições potencialmente fatais, como o câncer de esôfago, comprometendo significativamente o prognóstico do paciente. A conduta correta é sempre priorizar a exclusão de malignidade diante de sintomas preocupantes.
Os principais sinais de alarme na disfagia incluem perda ponderal inexplicada, disfagia progressiva (para sólidos e depois para líquidos), odinofagia (dor ao engolir), anemia, sangramento gastrointestinal e idade acima de 50 anos com sintomas de início recente.
A endoscopia digestiva alta é a conduta preconizada porque o paciente apresenta múltiplos sinais de alarme (disfagia progressiva, perda ponderal, idade avançada, tabagismo e etilismo) que aumentam a suspeita de malignidade esofágica. A EDA permite visualizar a mucosa, realizar biópsias e descartar ou confirmar o diagnóstico de câncer.
O paciente apresenta tabagismo e etilismo, que são importantes fatores de risco para o carcinoma espinocelular de esôfago. A história de pirose e queimação retroesternal também pode indicar DRGE crônica, um fator de risco para esôfago de Barrett e adenocarcinoma de esôfago.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo