Síndromes Dispépticas e Disfagia: Diagnóstico e Conduta

TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2023

Enunciado

Em relação às síndromes dispépticas, assinale com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas: ( ) O uso de inibidores de bomba de próton pode ser realizado para portadores de disfagia de etiologia incerta quando esta é acompanhada de sintomas que sugerem a ocorrência da doença do refluxo gastroesofágico, como a pirose e a regurgitação. ( ) Drogas relaxantes da musculatura lisa (nitratos, bloqueadores de canal de cálcio, óleo de hortelã) foram empregadas para disfagia esofágica de etiologia incerta sem sucesso. ( ) O tratamento de escolha para as estenoses pépticas é a dilatação endoscópica. A dilatação deve ser gradual, em sessões sucessivas a intervalos de tempo. ( ) A injeção de toxina botulínica na musculatura lisa do esfíncter inferior do esófago para o tratamento da acalasia é outro método endoscópico de tratamento com a taxa de recidiva pequena, a médio prazo. Assinale a sequência correta.

Alternativas

  1. A) FFVF.
  2. B) VVFV.
  3. C) FFFV.
  4. D) VVVF.

Pérola Clínica

Estenose péptica → Dilatação endoscópica gradual; Botox na acalasia → Alta recidiva.

Resumo-Chave

O manejo da disfagia exige diferenciação etiológica; IBP auxilia se houver DRGE associada, enquanto estenoses benignas requerem dilatação mecânica.

Contexto Educacional

As síndromes dispépticas englobam um espectro de sintomas do trato digestivo superior. A abordagem da disfagia requer uma anamnese detalhada para distinguir entre causas orofaríngeas e esofágicas. Na prática clínica, a endoscopia digestiva alta é o exame inicial de escolha para descartar malignidade e tratar complicações como estenoses. O conhecimento das taxas de sucesso de intervenções endoscópicas é crucial para a tomada de decisão compartilhada com o paciente.

Perguntas Frequentes

Quando usar IBP na disfagia de causa incerta?

O uso de Inibidores de Bomba de Prótons (IBP) pode ser indicado em pacientes com disfagia de etiologia incerta quando há sintomas concomitantes sugestivos de Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), como pirose e regurgitação. Nesses casos, o IBP atua reduzindo a inflamação da mucosa esofágica (esofagite), o que pode melhorar a motilidade e reduzir a sensação de obstrução, servindo tanto como teste terapêutico quanto como tratamento inicial enquanto se prossegue a investigação diagnóstica.

Qual o tratamento padrão para estenose péptica?

O tratamento de escolha para as estenoses pépticas, que são complicações crônicas da DRGE, é a dilatação endoscópica. Este procedimento deve ser realizado de forma gradual, utilizando velas (Savary-Gilliard) ou balões hidrostáticos, em sessões sucessivas para minimizar o risco de perfuração. O objetivo é atingir um lúmen esofágico de aproximadamente 15 mm. É fundamental manter o tratamento agressivo com IBP após a dilatação para prevenir a recorrência da estenose.

Por que a toxina botulínica tem limitações na acalasia?

Embora a injeção de toxina botulínica no esfíncter inferior do esôfago (EIE) seja eficaz para reduzir a pressão basal e melhorar os sintomas da acalasia inicialmente, ela apresenta uma alta taxa de recidiva clínica (cerca de 50% em um ano). Por isso, é reservada para pacientes idosos ou com múltiplas comorbidades que não toleram tratamentos mais definitivos, como a cardiomiotomia de Heller ou a dilatação pneumática por balão, que oferecem resultados muito mais duradouros.

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