SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2020
Analise as afirmativas abaixo:I. O diagnóstico diferencial de disfagia é vasto sendo a acalasia uma das possibilidades;II. Ter epidemiologia positiva para Doença de Chagas associado com disfagia, apesar de sugerir, não obrigatoriamente implica causalidade;III. Em um paciente com megaesôfago que passe a cursar com piora da disfagia está afastada a possibilidade de neoplasia.Estão corretas as afirmativas:
Piora de disfagia em megaesôfago crônico → SEMPRE investigar neoplasia esofágica.
A disfagia possui um amplo espectro de causas, incluindo distúrbios motores como a acalasia e condições infecciosas como a doença de Chagas. É crucial lembrar que a piora da disfagia em um paciente com megaesôfago estabelecido deve levantar forte suspeita de neoplasia, não afastá-la.
A disfagia, dificuldade de deglutição, é um sintoma comum com um diagnóstico diferencial extremamente vasto, abrangendo desde causas mecânicas e motoras do esôfago até condições neurológicas e sistêmicas. A acalasia, caracterizada pela falha no relaxamento do esfíncter esofágico inferior e aperistalse do corpo esofágico, é uma das importantes causas motoras de disfagia, levando ao megaesôfago. A epidemiologia positiva para Doença de Chagas, especialmente em regiões endêmicas, é um fator de risco significativo para o desenvolvimento de megaesôfago e, consequentemente, disfagia. No entanto, a presença da doença não implica automaticamente que a disfagia seja de origem chagásica, sendo sempre necessária uma investigação completa para descartar outras etiologias. Um ponto crítico na avaliação de pacientes com megaesôfago é a piora da disfagia. Ao contrário do que se possa pensar, a piora dos sintomas em um paciente com megaesôfago estabelecido, seja por acalasia ou Doença de Chagas, deve levantar forte suspeita de neoplasia esofágica, principalmente carcinoma espinocelular. Esses pacientes têm um risco aumentado de malignidade, e qualquer alteração no padrão da disfagia ou sintomas associados (perda de peso, dor) exige investigação endoscópica imediata para diagnóstico precoce.
As causas de disfagia são diversas, incluindo distúrbios motores do esôfago (acalasia, espasmo esofágico difuso), causas obstrutivas (estenoses, anéis, membranas, neoplasias) e condições neurológicas ou sistêmicas.
A Doença de Chagas pode causar megaesôfago devido à destruição do plexo mioentérico de Auerbach pelo Trypanosoma cruzi, levando à perda da inervação e consequente falha no relaxamento do esfíncter esofágico inferior e aperistalse.
Pacientes com megaesôfago de longa data, especialmente aqueles com acalasia ou doença de Chagas, têm um risco aumentado de desenvolver carcinoma espinocelular de esôfago. Uma mudança nos sintomas, como piora da disfagia, perda de peso ou dor, exige investigação endoscópica.
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