Disfagia: Diagnóstico e o Papel do Esofagograma

DASA - Diagnósticos da América (SP) — Prova 2025

Enunciado

Paciente do sexo feminino, 51 anos, encaminhada ao ambulatório de cirurgia geral devido dificuldade de engolir sólidos e, ocasionalmente, líquidos também. Percebeu piora nos últimos 4 meses, apresenta regurgitação associada e perda ponderal considerável. Está em uso de omeprazol, porém sem melhora significativa. Em qual das alternativas abaixo tem-se um exame inicial adequado para a diferenciação de diagnósticos para a disfagia da paciente?

Alternativas

  1. A) Ultrassonografia cervical.
  2. B) Tomografia computadorizada com contraste.
  3. C) Pesquisa de H.pylori.
  4. D) Esofagograma.

Pérola Clínica

Disfagia progressiva para sólidos e líquidos + regurgitação + perda ponderal → Esofagograma como exame inicial para avaliar motilidade/obstrução.

Resumo-Chave

A disfagia progressiva para sólidos e líquidos, associada a regurgitação e perda ponderal, sugere uma disfunção esofágica significativa, seja obstrutiva ou motora. O esofagograma (estudo contrastado do esôfago) é um exame inicial excelente para avaliar a anatomia esofágica, identificar estenoses, massas, divertículos ou alterações de motilidade, como na acalasia, guiando a investigação subsequente.

Contexto Educacional

A disfagia, ou dificuldade de deglutição, é um sintoma comum e preocupante que exige uma investigação cuidadosa. Quando se apresenta de forma progressiva, afetando tanto sólidos quanto líquidos, e associada a regurgitação e perda ponderal, sugere uma condição esofágica significativa, que pode variar de distúrbios de motilidade (como acalasia) a lesões obstrutivas (como estenoses ou neoplasias). É crucial para residentes saberem como abordar esse quadro. A história clínica detalhada é o ponto de partida, diferenciando disfagia orofaríngea de esofágica e avaliando a progressão e os sintomas associados. O esofagograma (estudo contrastado do esôfago) é frequentemente o exame inicial de escolha para a disfagia esofágica. Ele oferece uma visão anatômica e funcional, podendo revelar estenoses, massas intraluminais, divertículos, hérnias de hiato e padrões de motilidade alterados, como o "bico de pássaro" na acalasia. Dependendo dos achados do esofagograma, a investigação pode prosseguir com uma endoscopia digestiva alta para biópsias e avaliação direta da mucosa, ou com uma manometria esofágica de alta resolução para caracterizar distúrbios de motilidade. O tratamento será direcionado à causa subjacente, podendo envolver desde modificações dietéticas e medicamentos até procedimentos endoscópicos ou cirúrgicos. A abordagem sistemática é fundamental para um diagnóstico preciso e um manejo eficaz.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre disfagia orofaríngea e esofágica?

A disfagia orofaríngea é a dificuldade de iniciar a deglutição, com engasgos e tosse, enquanto a disfagia esofágica é a sensação de alimento preso no trajeto do esôfago. A paciente do caso apresenta disfagia esofágica.

Por que o esofagograma é um bom exame inicial para disfagia progressiva?

O esofagograma permite avaliar a anatomia e a função do esôfago, identificando estenoses, massas, divertículos, hérnias de hiato e distúrbios de motilidade (como acalasia), que são causas comuns de disfagia progressiva para sólidos e líquidos.

Quais são os próximos passos na investigação se o esofagograma for normal?

Se o esofagograma for normal, mas a suspeita clínica de distúrbio de motilidade persistir, a manometria esofágica de alta resolução é o próximo exame indicado para avaliar a função dos esfíncteres e o padrão de contração esofágica.

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