PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2023
Qual o sintoma mais comum no CA de esôfago:
CA de esôfago: Disfagia progressiva (sólidos → líquidos) e perda ponderal são os sintomas mais comuns.
A disfagia é o sintoma mais comum e geralmente o primeiro a aparecer no câncer de esôfago, inicialmente para sólidos e progredindo para líquidos. A perda ponderal é uma consequência direta da dificuldade de alimentação e do estado catabólico associado à doença, sendo um sinal de alerta importante.
O câncer de esôfago é uma neoplasia agressiva com prognóstico geralmente reservado, em grande parte devido ao diagnóstico tardio. Os sintomas iniciais são frequentemente inespecíficos ou leves, o que atrasa a procura por atendimento médico. No entanto, a disfagia e a perda ponderal são os sintomas mais prevalentes e clinicamente significativos, servindo como os principais sinais de alerta para a doença. A disfagia, caracteristicamente progressiva, reflete o crescimento tumoral e a obstrução do lúmen esofágico. A perda ponderal, por sua vez, é uma consequência direta da dificuldade de alimentação e do hipermetabolismo associado à doença neoplásica. A presença desses dois sintomas, especialmente em pacientes com fatores de risco como tabagismo, etilismo, esôfago de Barrett ou acalasia, deve levantar forte suspeita de câncer de esôfago e motivar uma investigação diagnóstica imediata, que inclui endoscopia digestiva alta com biópsia. Para residentes, é crucial ter um alto índice de suspeição para o câncer de esôfago diante de queixas de disfagia progressiva e perda de peso inexplicada. O diagnóstico precoce é o fator mais importante para melhorar o prognóstico, permitindo intervenções terapêuticas mais eficazes. A diferenciação entre disfagia mecânica (progressiva, para sólidos e depois líquidos) e disfagia motora (intermitente, para sólidos e líquidos desde o início) também é um ponto importante na anamnese.
A disfagia no câncer de esôfago é tipicamente progressiva, começando com dificuldade para engolir alimentos sólidos e, com o tempo, evoluindo para dificuldade com alimentos pastosos e líquidos, indicando a progressão da obstrução luminal.
A perda ponderal ocorre devido à ingestão alimentar reduzida pela disfagia, à má absorção de nutrientes e ao estado catabólico sistêmico induzido pela própria neoplasia, sendo um indicador de doença avançada.
Outros sintomas incluem odinofagia (dor ao engolir), dor retroesternal, rouquidão (por invasão do nervo laríngeo recorrente), tosse crônica (por fístula traqueoesofágica) e, mais raramente, hematêmese.
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