UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2018
Nas discussões sobre a crise da medicina atual, um termo tem se destacado: Disease Mongering. A alternativa que o descreve é a seguinte:
Disease Mongering = transformar problemas comuns da vida em doenças, impulsionado pelo complexo médico-industrial.
Disease Mongering é a prática de expandir os limites de uma doença ou de transformar problemas e contingências comuns da vida em condições médicas que requerem tratamento, muitas vezes impulsionada por interesses comerciais da indústria farmacêutica e de equipamentos médicos.
O termo "Disease Mongering" tem ganhado destaque nas discussões sobre a crise da medicina contemporânea, refletindo uma preocupação crescente com a medicalização excessiva da vida. Este fenômeno, impulsionado por diversos fatores, tem implicações significativas para a saúde individual e coletiva, bem como para a ética médica. Disease Mongering descreve a transformação de problemas e contingências comuns da vida em doenças que requerem intervenção médica. Isso ocorre frequentemente sob a influência do complexo médico-industrial, que busca expandir mercados para seus produtos e serviços. Exemplos incluem a "doença" da timidez social, a "disfunção" sexual feminina ou a "síndrome" da perna inquieta, que podem ser variações normais da experiência humana. As consequências do Disease Mongering incluem o superdiagnóstico, o sobretratamento, o aumento dos custos de saúde e a patologização de aspectos normais da existência. Para residentes, é crucial desenvolver um senso crítico para identificar essas tendências, promovendo uma prática médica mais consciente, ética e centrada nas reais necessidades do paciente, evitando a iatrogenia e o uso desnecessário de recursos.
Disease Mongering refere-se à prática de expandir a definição de doenças ou de transformar problemas e contingências comuns da vida em condições médicas que necessitam de intervenção, muitas vezes com o objetivo de aumentar o mercado para produtos farmacêuticos ou procedimentos.
Os principais impulsionadores são o complexo médico-industrial (indústria farmacêutica, de equipamentos), que busca expandir seus mercados, e a mídia, que pode amplificar a percepção de risco e a necessidade de tratamento.
Ele pode levar ao superdiagnóstico, sobretratamento, medicalização desnecessária de aspectos normais da vida, aumento dos custos de saúde, ansiedade nos pacientes e desvio de recursos para problemas que não são verdadeiramente doenças.
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