Disease Mongering: Entenda a Promoção da Doença na Saúde

Faculdade de Medicina de Marília — Prova 2021

Enunciado

Muitos provérbios podem ser usados para traduzir crenças quanto à saúde, ao adoecimento, ao cuidado e à prevenção. Se os ditados populares traduzem crenças em saúde, eles podem ser usados para entender e problematizar expectativas quanto ao cuidado e ajudar a evidenciar os limites da medicina. Encontrando seus limites, a medicina se humaniza; no flerte com o popular, ela vira arte.Antônio A. D. Modesto. Nem tudo que reluz é ouro: discutindo prevenção quaternária a partir de ditados populares. In: Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, v. 14, n. 41, mar./2019 (com adaptações).No que tange a rastreamento, vieses e sua relação com os ditados populares, assinale a opção correta.

Alternativas

  1. A) A forma de medicalização chamada de disease mongering, ou promoção da doença, encontra-se nos casos em que a indústria farmacêutica, aliada a médicos e grupos de pacientes, utiliza-se da mídia para criar doenças e doentes.
  2. B) Relacionada ao ditado “é melhor pecar pelo acesso do que pela falta”, a preferência pela publicação de estudos cujos resultados sejam positivos e favoreçam o uso de medicamentos e procedimentos em detrimento daqueles que indiquem resultados negativos, nulos ou efeitos colaterais consiste no chamado viés de antecipação, o que pode influenciar a seleção de pesquisas para compor meta-análises.
  3. C) O ditado que afirma “nem sempre prevenir é melhor do que remediar” relaciona-se, em parte, à diferença entre diagnóstico precoce e viés de publicação, na medida em que não basta que uma intervenção faça sentido do ponto de vista fisiológico; é necessário comprovar sua eficiência por meio de ensaios clínicos com o mínimo de vieses possível e estudar desfechos relevantes como qualidade de vida e mortalidade.
  4. D) No rastreamento, exames ou testes são aplicados em pessoas doentes, o que implica a garantia de benefícios relevantes frente aos riscos e danos previsíveis e imprevisíveis da intervenção.

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