CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2011
As figuras abaixo fazem parte de um teste que pode detectar:
Teste de Ishihara → avalia principalmente defeitos no eixo vermelho-verde (cones L e M).
O teste de Ishihara utiliza placas pseudoisocromáticas para identificar deficiências nos fotorreceptores de cores, sendo altamente sensível para protanopia e deuteranopia.
A percepção das cores depende da integridade dos fotorreceptores retinianos (cones) e do processamento neural subsequente. O teste de Ishihara é uma ferramenta clínica essencial para diagnosticar discromatopsias congênitas, que são geralmente hereditárias e recessivas ligadas ao X. Identificar defeitos nos cones sensíveis à luz verde (deuterodeficiências) é importante não apenas para o diagnóstico clínico, mas também para a orientação profissional do paciente, uma vez que certas carreiras exigem percepção cromática perfeita. O teste deve ser aplicado sob iluminação adequada (luz do dia ou lâmpadas que mimetizem a luz solar) para evitar resultados falso-negativos ou falso-positivos.
O teste de Ishihara consiste em uma série de placas que contêm círculos de cores e tamanhos variados. Dentro desses padrões, existem números ou caminhos formados por pontos de cores que pessoas com visão normal conseguem distinguir, mas que indivíduos com deficiências específicas de cores não veem ou veem de forma diferente. Ele é o padrão-ouro para triagem de defeitos congênitos no eixo vermelho-verde.
A deuteranomalia é um tipo de discromatopsia onde há uma deficiência na sensibilidade dos cones responsáveis pela detecção da luz verde (cones M). É a forma mais comum de daltonismo. Diferente da deuteranopia (ausência total dos cones verdes), na deuteranomalia os cones estão presentes, mas sua resposta espectral está deslocada, dificultando a distinção entre tons de verde, vermelho e amarelo.
A retina humana possui três tipos de cones: Cones S (Short-wave) sensíveis ao azul, Cones M (Medium-wave) sensíveis ao verde e Cones L (Long-wave) sensíveis ao vermelho. Defeitos genéticos ligados ao cromossomo X frequentemente afetam os cones L e M, explicando por que a discromatopsia vermelho-verde é muito mais comum em homens.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo