Discinesias Uterinas: Entenda a Distocia Cervical Ativa

HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Sobre as discinesias é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) Hipoatividade uterina caracteriza-se pela diminuição da intensidade, frequência e atividade abaixo de 100 unidades Montevidéu (UM) acarretando em grave prejuízo materno e fetal.
  2. B) A hiperatividade costuma ser causada pelo parto obstruído ou pela ocitocina exagerada e o tratamento é decúbito dorsal com cabeceira a 30º ou emprego de inibidores.
  3. C) A hipertonia autêntica é causada pelo aumento anormal da frequência das contratações e o tratamento é o decúbito lateral e medicamentos inibidores.
  4. D) Na incoordenação de 2º grau notam-se no traçado pequenas contrações isoladas, alternadas com outras maiores que se espalham por zonas mais extensas. O parto tende a ser prolongado porque as isoladas são ineficazes e as que se estendem tem certa ação dilatadora.
  5. E) Na distocia cervical ativa o distúrbio é um espasmo funcional do orifício interno do colo, uma vez que não existe espasmo do orifício externo. Uma forma extrema da distocia cervical ativa é o anel de constrição que impede a distensão do istmo.

Pérola Clínica

Distocia cervical ativa = espasmo funcional do orifício interno do colo; anel de constrição é forma extrema.

Resumo-Chave

A distocia cervical ativa é um tipo de discinesia uterina onde há um espasmo funcional do orifício interno do colo, impedindo a dilatação. O anel de constrição é uma forma grave dessa distocia, caracterizada por um espasmo localizado que impede a progressão do parto.

Contexto Educacional

As discinesias uterinas representam distúrbios da contratilidade uterina que podem prolongar ou obstruir o trabalho de parto, sendo um tema crucial na obstetrícia. Elas são classificadas em hipoatividade, hiperatividade, hipertonia e incoordenação, cada uma com características e manejos específicos. A compreensão desses distúrbios é fundamental para o residente, pois impactam diretamente a segurança materno-fetal e a necessidade de intervenções. A distocia cervical ativa é um tipo particular de discinesia, onde o colo uterino não se dilata adequadamente devido a um espasmo funcional do orifício interno, apesar de contrações uterinas aparentemente normais. É importante diferenciar de outras causas de falha de progressão. Uma de suas formas mais graves é o anel de constrição, um espasmo localizado que pode aprisionar o feto e impedir o parto vaginal, exigindo atenção e conduta imediatas. O diagnóstico correto das discinesias uterinas e a escolha da intervenção adequada são pilares da boa prática obstétrica. O tratamento varia desde medidas de suporte e correção de fatores causais (como ocitocina excessiva) até o uso de tocolíticos ou, em casos extremos como o anel de constrição refratário, a cesariana. A monitorização cuidadosa do trabalho de parto e a capacidade de identificar e manejar essas condições são habilidades essenciais para o profissional de medicina.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza a distocia cervical ativa durante o trabalho de parto?

A distocia cervical ativa é caracterizada por um espasmo funcional do orifício interno do colo uterino, que impede sua dilatação adequada, mesmo com contrações uterinas eficazes.

Qual a diferença entre hipoatividade e hiperatividade uterina?

Hipoatividade uterina refere-se a contrações com intensidade, frequência ou duração insuficientes, enquanto hiperatividade uterina envolve contrações excessivas ou tônus basal elevado.

O que é o anel de constrição e qual sua relevância clínica?

O anel de constrição é uma forma extrema de distocia cervical ativa, um espasmo localizado no útero que impede a descida fetal, sendo uma complicação grave que pode exigir intervenção.

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