SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2023
Uma paciente de 35 anos de idade, procura o cirurgião geral por estar se queixando de dor em quadrante superior direito do abdome que piora com as alimentações lautas há cerca de 3 meses, associadas a náuseas e vômitos durante as crises ágicas. A paciente já realizou exames de ultrassonografia de abdome, tomografia computadorizada de abdome e ressonância com colangiorressonância magnética de abdome, que foram normais. O cirurgião solicitou o exame de cintilografia do trato biliar, também denominada de escaneamento hepático pelo ácido iminodiacético (HIDA), que evidenciou que após 20 minutos da injeção da colecistoquinina (CCK) a fração de ejeção (clareamento) da vesícula biliar fora menor que um terço. Avaliando o caso clínico exposto, dentre as alternativas abaixo, qual dentre elas mostra a principal hipótese diagnóstica com seu respectivo melhor tratamento?
Dor em QSD + exames normais + HIDA com FE < 33% → Discinesia biliar = Colecistectomia.
A discinesia da vesícula biliar deve ser suspeitada em pacientes com dor biliar típica (em QSD, pós-prandial, náuseas) mas sem cálculos biliares nos exames de imagem convencionais. O diagnóstico é confirmado pela cintilografia HIDA com fração de ejeção da vesícula biliar (FEVB) < 35% após estímulo com colecistoquinina (CCK).
A discinesia da vesícula biliar, também conhecida como disfunção biliar acalculosa ou colecistopatia crônica acalculosa, é uma condição caracterizada por dor biliar na ausência de cálculos biliares ou outras anormalidades estruturais evidentes. É uma causa importante de dor abdominal superior direita, especialmente em mulheres jovens e de meia-idade, e seu diagnóstico pode ser desafiador. A fisiopatologia envolve uma alteração na motilidade da vesícula biliar, resultando em esvaziamento inadequado da bile. O diagnóstico é estabelecido pela exclusão de outras causas de dor biliar e pela confirmação da disfunção vesicular através da cintilografia do trato biliar (HIDA scan) com teste de estímulo por colecistoquinina (CCK). Uma fração de ejeção da vesícula biliar (FEVB) menor que 35% é o critério diagnóstico mais aceito. O tratamento definitivo para a discinesia biliar sintomática é a colecistectomia videolaparoscópica. Estudos demonstram que a remoção cirúrgica da vesícula biliar leva à resolução dos sintomas em uma alta porcentagem de pacientes, melhorando significativamente sua qualidade de vida. É crucial diferenciar esta condição de outras causas de dor abdominal para evitar procedimentos desnecessários ou atraso no tratamento adequado.
Os sintomas são semelhantes aos da colelitíase, incluindo dor em quadrante superior direito do abdome, que piora após refeições gordurosas, náuseas e vômitos. A diferença é a ausência de cálculos biliares em exames de imagem.
A cintilografia HIDA avalia a função da vesícula biliar. Após a injeção de colecistoquinina (CCK), a fração de ejeção da vesícula biliar é medida. Uma fração de ejeção menor que 35% é considerada diagnóstica de discinesia biliar.
O tratamento padrão para a discinesia da vesícula biliar sintomática é a colecistectomia videolaparoscópica. A remoção da vesícula biliar geralmente alivia os sintomas na maioria dos pacientes.
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