HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2025
Uma paciente com 48 anos de idade, diagnosticada com esquizofrenia há 20 anos, faz uso de haloperidol 15 mg/dia desde o diagnóstico. Ha cerca de 1 ano, iniciou movimentos repetitivos involuntários em lábios, língua e membros superiores. Sobre esse caso clinico, é correto afirmar que provavelmente trata-se de:
Discinesia tardia = movimentos involuntários orofaciais/membros, crônicos, após uso prolongado de antipsicóticos.
A discinesia tardia é uma complicação neurológica grave do uso crônico de antipsicóticos, especialmente os de primeira geração como o haloperidol. Caracteriza-se por movimentos involuntários repetitivos, principalmente na região orofacial (lábios, língua) e nos membros, que surgem após meses ou anos de tratamento.
A discinesia tardia é uma síndrome de movimentos involuntários e repetitivos que pode surgir como uma complicação do uso prolongado de medicamentos que bloqueiam os receptores de dopamina, principalmente os antipsicóticos de primeira geração (típicos), como o haloperidol. É mais comum em pacientes idosos e naqueles com uso crônico e em altas doses. A incidência pode variar, mas é uma preocupação significativa na prática psiquiátrica devido à sua natureza muitas vezes irreversível e ao impacto na qualidade de vida do paciente. A fisiopatologia exata não é totalmente compreendida, mas a teoria mais aceita envolve a hipersensibilidade dos receptores dopaminérgicos D2 no corpo estriado, que se desenvolve em resposta ao bloqueio crônico por antipsicóticos. Isso leva a uma resposta exagerada à dopamina endógena, resultando nos movimentos discinéticos. Os sintomas característicos incluem movimentos orofaciais (caretas, protrusão da língua, mastigação, estalar os lábios) e, menos comumente, movimentos coreiformes ou atetoides nos membros e tronco. O diagnóstico é clínico, baseado na história de uso de antipsicóticos e na observação dos movimentos. O tratamento da discinesia tardia é desafiador. A primeira medida é a redução da dose ou a substituição do antipsicótico por um de segunda geração (atípico), que tem menor risco de causar discinesia tardia. Medicamentos como valbenazina e deutetrabenazina são aprovados para o tratamento da discinesia tardia, atuando como inibidores do transportador vesicular de monoaminas 2 (VMAT2). A prevenção é fundamental, com o uso da menor dose eficaz de antipsicóticos e a preferência por antipsicóticos de segunda geração quando clinicamente apropriado.
Os principais sintomas da discinesia tardia incluem movimentos involuntários e repetitivos, como caretas, protrusão da língua, mastigação, piscar excessivo, movimentos de sucção ou estalar os lábios. Podem também ocorrer movimentos coreiformes ou atetoides nos membros e tronco.
A fisiopatologia da discinesia tardia está relacionada à hipersensibilidade dos receptores dopaminérgicos D2 no corpo estriado, resultante do bloqueio crônico por antipsicóticos. Essa hipersensibilidade leva a uma resposta exagerada à dopamina endógena, causando os movimentos involuntários.
A discinesia tardia se diferencia pela cronicidade (surge após meses/anos de tratamento), pela natureza dos movimentos (repetitivos, estereotipados, orofaciais/membros) e por não melhorar com anticolinérgicos. Acatisia é inquietação, distonia aguda são contrações sustentadas e parkinsonismo induzido por drogas é bradicinesia, rigidez e tremor.
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