UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2024
Com base no Manual de Orientação da Sociedade Brasileira de Pediatria, quanto ao uso de telas, redes sociais e internet por crianças e adolescentes, é INCORRETO afirmar
SBP: Tempo de tela para adolescentes (11-18 anos) é 2-3h/dia, com foco na qualidade e monitoramento parental.
As diretrizes da SBP para o uso de telas por crianças e adolescentes variam conforme a faixa etária, enfatizando a supervisão, o conteúdo e o impacto na saúde. Para adolescentes, o limite de 4 horas é incorreto; a recomendação é de 2 a 3 horas, priorizando a qualidade do uso e o diálogo familiar.
O uso de telas por crianças e adolescentes é um tema de crescente preocupação na pediatria, com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) fornecendo diretrizes claras para orientar pais e profissionais. A exposição excessiva e inadequada pode ter impactos significativos no desenvolvimento físico, mental e social, tornando crucial a compreensão das recomendações por faixa etária. A fisiopatologia dos efeitos negativos inclui a supressão da melatonina pela luz azul, afetando o ciclo circadiano e a qualidade do sono. Além disso, o conteúdo digital pode expor os jovens a riscos como cyberbullying, sexting e distúrbios de imagem corporal, contribuindo para problemas de saúde mental como ansiedade e depressão. O diagnóstico de uso problemático envolve a avaliação do tempo de tela, do conteúdo acessado e do impacto nas atividades diárias e no bem-estar. O tratamento e a prevenção focam na educação parental, estabelecimento de regras claras, monitoramento do conteúdo e tempo de tela, e promoção de atividades alternativas. É fundamental que os profissionais de saúde orientem as famílias sobre a importância do diálogo, do respeito e da criação de um ambiente familiar protetivo para mitigar os riscos associados ao mundo digital.
A SBP recomenda tempo zero para menores de 2 anos, até 1 hora para 2-5 anos, 1-2 horas para 6-10 anos, e 2-3 horas para 11-18 anos, sempre com supervisão e conteúdo adequado.
A luz azul inibe a produção de melatonina, hormônio indutor do sono, podendo causar dificuldades para iniciar e manter o sono, além de reduzir sua qualidade.
O uso excessivo pode levar a cyberbullying, sexting, distúrbios do sono, transtornos de imagem corporal, sedentarismo, irritabilidade, ansiedade e depressão.
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