PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2025
Um paciente de 58 anos, internado para tratamento de pneumonia grave, é encontrado desacordado e sem pulso na enfermaria por uma enfermeira. O time de resposta rápida é ativado, e a equipe de emergência chega rapidamente ao local. O paciente está em parada cardíaca.Qual é a técnica CORRETA para realizar a RCP de alta qualidade neste paciente?
RCP de alta qualidade → compressões 100-120/min, profundidade ≥ 5 cm, retorno total do tórax.
A RCP de alta qualidade é crucial para otimizar o fluxo sanguíneo cerebral e coronariano durante a parada cardíaca. As diretrizes enfatizam a profundidade e frequência corretas das compressões, além de permitir o retorno completo do tórax para maximizar o enchimento ventricular.
A Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP) é uma intervenção vital em casos de parada cardíaca, visando restaurar a circulação e a oxigenação. A qualidade da RCP é o fator mais importante para a sobrevida do paciente. As diretrizes internacionais, como as da American Heart Association (AHA), fornecem recomendações baseadas em evidências para otimizar os resultados. A fisiopatologia da parada cardíaca envolve a cessação súbita da função cardíaca, levando à interrupção do fluxo sanguíneo para órgãos vitais. A RCP eficaz busca mimetizar a função cardíaca, fornecendo oxigênio e nutrientes aos tecidos. O reconhecimento precoce da parada e a ativação do sistema de emergência são passos iniciais críticos. O tratamento da parada cardíaca foca na RCP de alta qualidade, desfibrilação precoce (se indicada) e manejo avançado das vias aéreas e circulação. A manutenção de compressões torácicas contínuas e eficazes, com mínima interrupção, é fundamental para o prognóstico. A educação contínua e o treinamento prático são essenciais para todos os profissionais de saúde.
A profundidade ideal das compressões torácicas na RCP em adultos é de pelo menos 5 cm, mas não excedendo 6 cm, para garantir a eficácia do fluxo sanguíneo.
A frequência recomendada para as compressões torácicas na RCP é de 100 a 120 compressões por minuto, mantendo um ritmo constante e eficaz.
Permitir o retorno completo do tórax entre as compressões é crucial para permitir o enchimento ventricular adequado e maximizar o débito cardíaco durante a ressuscitação.
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