Condutas em Citologia Oncótica: Diretrizes Brasileiras

SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2021

Enunciado

Segundo as diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do útero do ministério da saúde, existem condições específicas para solicitação de exames complementares ao exame de citologia oncológica (como a colposcopia e a biopsia) e não que ele seja realizado de rotina em todas as pacientes. Assinale a alternativa correta que correlacione o achado citopatológico, com a faixa etária e a conduta mais adequada:

Alternativas

  1. A) Células escamosas atípicas de significado indeterminado (ascus) / abaixo de 25 anos de idade / apenas repetir citologia em 3 anos.
  2. B) Lesão de baixo grau (Isil) / abaixo de 25 anos de idade / repetir citologia em 6 meses.
  3. C) Células glandulares atípicas de significado indeterminado (agc) / qualquer idade / repetir citologia em 12 meses.
  4. D) Células escamosas atípicas de significado indeterminado (ascus) / acima de 30 anos de idade / encaminhar para colposcopia. 
  5. E) Lesão de baixo grau (Isil) / acima de 25 anos de idade / encaminhar para colposcopia.

Pérola Clínica

ASCUS < 25 anos → repetir citologia em 3 anos. LSIL > 25 anos → encaminhar para colposcopia.

Resumo-Chave

As diretrizes brasileiras para rastreamento do câncer de colo do útero estabelecem condutas específicas para achados citopatológicos, considerando a faixa etária. Para ASCUS em mulheres abaixo de 25 anos, a repetição da citologia em 3 anos é a conduta, devido à alta taxa de regressão.

Contexto Educacional

As diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do útero são fundamentais para guiar a conduta diante de achados citopatológicos. Elas visam otimizar o rastreamento, evitando intervenções desnecessárias e garantindo a detecção precoce de lesões significativas. Um ponto crucial é a diferenciação das condutas com base na faixa etária da paciente, reconhecendo a história natural das infecções por HPV e das lesões precursoras em diferentes grupos etários. Para achados como Células Escamosas Atípicas de Significado Indeterminado (ASCUS) em mulheres abaixo de 25 anos, a conduta é mais conservadora, preconizando a repetição da citologia em 3 anos. Isso se deve à alta probabilidade de regressão espontânea das alterações citológicas e à baixa incidência de câncer invasor nessa população. Em contraste, para mulheres acima de 25 anos com ASCUS, outras condutas podem ser indicadas, como a pesquisa de HPV de alto risco ou a repetição da citologia em 1 ano. É imperativo que residentes e profissionais de saúde dominem essas diretrizes para aplicar a conduta correta, que pode variar significativamente entre um ASCUS em uma jovem e um LSIL em uma mulher mais madura. A compreensão dessas nuances garante um rastreamento eficaz e um manejo clínico apropriado, minimizando riscos e otimizando os resultados para as pacientes.

Perguntas Frequentes

Qual a conduta para ASCUS em mulheres abaixo de 25 anos?

Para mulheres abaixo de 25 anos com ASCUS, a conduta recomendada pelas diretrizes brasileiras é repetir a citologia em 3 anos, devido à alta taxa de regressão espontânea.

Quando a colposcopia é indicada após um resultado de citologia alterada?

A colposcopia é indicada em casos de LSIL persistente, HSIL, AGC, ou ASC-H em qualquer idade, e para ASCUS ou LSIL em mulheres acima de 25 anos, dependendo das diretrizes específicas.

O que significa AGC na citologia oncótica?

AGC significa Células Glandulares Atípicas de Significado Indeterminado. Esse achado requer investigação mais aprofundada, geralmente com colposcopia e biópsia, devido ao maior risco de lesões mais graves.

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