HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2023
Em 2019, o mundo se deparou com um novo vírus que se espalhou a partir da região de Wuhan, na China. A Organização Mundial da Saúde classificou a situação como emergência internacional e, em 11 de março de 2020, o vírus passou a ser considerado uma doença pandêmica. Ele pertence à família dos coronavírus, um grupo que reúne desde agentes infecciosos que provocam sintomas de resfriado até outros com manifestações mais graves, como os causadores da SARS (sigla em inglês para Síndrome Respiratória Aguda Grave) e da MERS (Síndrome Respiratória do Oriente Médio). Todos os países, a partir de então, ficaram em estado de alerta, preparando-se de diferentes formas para o enfrentamento da pandemia. A confirmação, no dia 26 de fevereiro de 2020, do primeiro caso no Brasil de COVID-19 deixou a população brasileira ciente de que a epidemia também estava entre nós. Todas as recomendações da OMS abaixo estão corretas ao longo do pior período da pandemia, exceto:
OMS COVID-19 → Vacinação + Triagem + Prona + Anticoagulação profilática + Oximetria.
As recomendações da OMS durante a pandemia focaram na prevenção (vacinas), detecção precoce (triagem) e suporte clínico baseado em evidências (pronação e profilaxia de eventos trombóticos).
A pandemia de COVID-19 exigiu uma rápida adaptação das evidências clínicas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) consolidou diretrizes que abrangiam desde o manejo domiciliar, com foco na educação e monitoramento de sinais de alerta, até cuidados intensivos complexos. A estratégia de vacinação global foi defendida como a principal ferramenta para reduzir a mortalidade e a sobrecarga dos sistemas de saúde, contrariando desinformações sobre sua eficácia. No ambiente hospitalar, o manejo respiratório evoluiu para priorizar métodos não invasivos e a pronação precoce. Além disso, o uso de corticosteroides (como a dexametasona) para pacientes que requerem oxigênio e a profilaxia antitrombótica tornaram-se padrões de cuidado baseados em grandes ensaios clínicos. A triagem sistemática e o isolamento de casos continuaram sendo pilares da saúde pública para conter a disseminação viral.
A OMS recomendou fortemente a posição de prona (decúbito ventral) para pacientes hospitalizados com COVID-19 que apresentavam hipoxemia e necessitavam de oxigênio suplementar, incluindo aqueles em uso de cateter nasal de alto fluxo ou ventilação não invasiva. A técnica, conhecida como 'pronação consciente' ou 'awake prone positioning', visa melhorar a relação ventilação-perfusão, recrutar áreas alveolares dorsais e reduzir a lesão pulmonar induzida pelo esforço inspiratório do paciente, retardando ou evitando a necessidade de intubação orotraqueal em casos selecionados.
Para pacientes adultos hospitalizados com COVID-19, a OMS sugeriu o uso de doses profiláticas (baixas doses) de anticoagulantes (preferencialmente heparina de baixo peso molecular) para prevenir o tromboembolismo venoso (TEV). Esta recomendação baseia-se no estado de hipercoagulabilidade e inflamação sistêmica causado pelo SARS-CoV-2. O uso de doses terapêuticas de rotina sem evidência de trombose confirmada não foi recomendado de forma generalizada, devendo ser reservado para protocolos específicos ou casos com alta suspeita clínica de eventos embólicos.
Sim, a OMS sugeriu o uso da oximetria de pulso em ambiente domiciliar como parte de um pacote de cuidados para pacientes com COVID-19 que apresentavam fatores de risco para progressão da doença. O objetivo era permitir que o paciente ou cuidador detectasse precocemente a queda na saturação de oxigênio (frequentemente abaixo de 90-94%), mesmo na ausência de dispneia intensa (hipóxia silenciosa). Essa monitorização facilita a busca oportuna por atendimento hospitalar, melhorando o prognóstico ao iniciar o suporte de oxigênio antes de uma falência respiratória catastrófica.
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