SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
De acordo com as diretrizes ESC 2024 sobre hipertensão arterial, é INCORRETO afirmar que:
Hipertensão do avental branco ↑ risco cardiovascular e progressão para hipertensão sustentada.
As novas diretrizes da ESC 2024 reclassificam níveis de pressão e reforçam que a hipertensão do avental branco não é uma condição benigna.
As diretrizes da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC) de 2024 trouxeram atualizações significativas para o manejo da Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS). Uma das mudanças mais notáveis é a simplificação das metas pressóricas, visando 120-129 mmHg para a maioria dos pacientes tratados, desde que bem tolerado. A ênfase na medição fora do consultório (MAPA/HBPM) tornou-se ainda mais forte para evitar diagnósticos errôneos. A hipertensão do avental branco, anteriormente vista por muitos como irrelevante, agora é reconhecida como um marcador de risco para eventos futuros. O tratamento farmacológico para esses pacientes geralmente não é indicado de imediato, mas o controle rigoroso dos outros fatores de risco cardiovascular e o acompanhamento próximo são mandatórios.
A ESC 2024 introduziu a categoria 'Pressão Arterial Elevada' para valores entre 120-129 mmHg de sistólica e 70-79 mmHg de diastólica. Pacientes nesta faixa devem ser monitorados anualmente e incentivados a mudanças no estilo de vida.
Estudos demonstram que pacientes com hipertensão do avental branco têm um perfil de risco cardiovascular intermediário entre normotensos e hipertensos sustentados, com maior chance de desenvolver lesão de órgão-alvo e diabetes tipo 2.
A ESC 2024 reforça o uso de MAPA (Monitorização Ambulatorial) ou HBPM (Residencial) para todos os pacientes com suspeita de hipertensão, visando identificar tanto o efeito do avental branco quanto a hipertensão mascarada (normal no consultório, alta fora).
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