Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2026
Segundo as novas diretrizes brasileiras de hipertensão arterial da sociedade brasileira de cardiologia, para o diagnóstico de hipertensão arterial em adultos, assinale a alternativa correta:
MAPA/MRPA → Essenciais para identificar hipertensão do avental branco e mascarada.
O diagnóstico de hipertensão arterial deve ser criterioso, utilizando medidas fora do consultório (MAPA ou MRPA) para confirmar o fenótipo pressórico real do paciente.
A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma condição multifatorial caracterizada por elevação sustentada dos níveis pressóricos (≥ 140/90 mmHg). As Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial (SBC) enfatizam a importância da técnica correta de aferição e do uso de tecnologias que reduzam o erro diagnóstico. A identificação de fenótipos como a Hipertensão do Avental Branco evita o tratamento medicamentoso desnecessário, enquanto o reconhecimento da Hipertensão Mascarada permite tratar pacientes que estariam sob alto risco cardiovascular apesar de medidas normais no consultório. O diagnóstico preciso é o primeiro passo para reduzir complicações como AVC, Infarto do Miocárdio e Insuficiência Renal.
A MAPA (Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial) e a MRPA (Monitorização Residencial da Pressão Arterial) são indicadas sempre que houver suspeita de Hipertensão do Avental Branco (pressão alta apenas no consultório) ou Hipertensão Mascarada (pressão normal no consultório, mas alta na vida real). Também são úteis para avaliar a eficácia terapêutica, identificar hipertensão noturna (no caso da MAPA) e em pacientes com grande variabilidade pressória. As diretrizes brasileiras incentivam seu uso para confirmar o diagnóstico em pacientes com PA de consultório entre 130-179 / 85-109 mmHg.
Sim, mas apenas em situações específicas e graves. O diagnóstico em uma única aferição é aceito quando a pressão arterial é ≥ 180/110 mmHg (Hipertensão Estágio 3) ou quando o paciente já apresenta evidências claras de lesão de órgão-alvo (como hipertrofia ventricular esquerda, retinopatia hipertensiva ou nefropatia) ou alto risco cardiovascular. Para os demais casos, recomenda-se pelo menos duas aferições em momentos distintos ou a confirmação por métodos de medida fora do consultório (MAPA ou MRPA).
A MAPA registra a pressão arterial por 24 horas, incluindo o período de sono, sendo o único método capaz de avaliar o descenso sistólico noturno. É considerada o padrão-ouro para avaliação do risco cardiovascular. A MRPA consiste em múltiplas medidas realizadas pelo paciente em casa, seguindo um protocolo específico (geralmente 3 a 5 dias), durante o período de vigília. A MRPA é mais barata, melhor tolerada e tem maior adesão que a MAPA, mas não avalia o sono. Ambos os métodos eliminam o efeito do observador (médico).
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