PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2024
Apesar do aumento na sobrevivência e de bons resultados neurológicos após ressuscitação cardiorrespiratória na faixa etária pediátrica, as taxas de sobrevivência em pacientes vítimas de paradas cardíacas extra hospitalares ainda permanecem deficientes. Diante disto, a American Heart Association (AHA), em 2020, fez algumas atualizações nas suas diretrizes. Em relação à ressuscitação cardiorrespiratória, qual das alternativas abaixo NÃO está de acordo com as diretrizes 2020 da AHA:
AHA 2020: Naloxona para overdose opióide deve ser administrada precocemente, não retardada ou restrita a UTI.
As diretrizes da AHA 2020 para ressuscitação cardiopulmonar pediátrica enfatizam a importância da administração precoce de naloxona em casos de parada cardíaca associada a overdose de opióides. Retardar sua administração ou restringi-la a um ambiente de cuidados intensivos por um profissional médico não está de acordo com as recomendações atuais, que visam reverter rapidamente a depressão respiratória induzida por opióides.
As diretrizes de Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP) são atualizadas periodicamente pela American Heart Association (AHA) para incorporar as evidências mais recentes e melhorar os desfechos de pacientes em parada cardíaca. As atualizações de 2020 para a faixa etária pediátrica trouxeram importantes refinamentos, visando aumentar a sobrevivência e os resultados neurológicos, especialmente em paradas cardíacas extra-hospitalares, onde as taxas ainda são desafiadoras. Um ponto crucial das diretrizes de 2020 é a ênfase na administração precoce de naloxona em casos de parada cardíaca ou depressão respiratória associada a overdose de opióides. Diferentemente da alternativa incorreta, a AHA preconiza que a naloxona seja administrada o mais rápido possível, inclusive por leigos treinados ou socorristas, e não deve ser retardada ou restrita a ambientes de cuidados intensivos. Essa medida visa reverter rapidamente os efeitos dos opióides e restaurar a respiração, prevenindo a progressão para a parada cardíaca. Outras atualizações importantes incluem o aumento da taxa de ventilação assistida para 20-30 ventilações por minuto em todas as ressuscitações pediátricas, a recomendação de feedback da pressão arterial contínua para otimizar a qualidade da RCP em pacientes com acesso arterial, e a reafirmação da importância da administração precoce de epinefrina para ritmos não chocáveis. Residentes devem estar atualizados com essas diretrizes para garantir a melhor prática na ressuscitação pediátrica.
As diretrizes AHA 2020 aumentaram a taxa de ventilação assistida recomendada para uma ventilação a cada 2 a 3 segundos, o que corresponde a 20 a 30 ventilações por minuto, para todos os casos de ressuscitação pediátrica.
A epinefrina é um vasopressor que aumenta a pressão de perfusão coronariana e cerebral, sendo fundamental para ritmos não chocáveis (assistolia e atividade elétrica sem pulso). A administração precoce, idealmente em até cinco minutos, melhora as chances de retorno da circulação espontânea.
Para pacientes com acesso arterial, o feedback da mensuração contínua da pressão arterial pode fornecer informações em tempo real sobre a eficácia das compressões torácicas e da perfusão. Isso permite ajustes imediatos na técnica de RCP para otimizar a qualidade e os resultados.
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