HOC - Hospital de Olhos de Conquista (BA) — Prova 2015
Os direitos do paciente devem estar garantidos nos pressupostos dos códigos de ética dos profissionais da saúde, sendo CORRETO, dessa forma, afirmar que:
Paciente tem direito fundamental de conhecer condutas e procedimentos → base do consentimento informado e autonomia.
O direito do paciente de ser informado sobre todos os procedimentos e condutas a que será submetido é um pilar da ética médica e do princípio da autonomia. Essa informação é essencial para que o paciente possa dar seu consentimento livre e esclarecido.
Os direitos do paciente são um componente essencial da prática médica moderna e estão intrinsecamente ligados aos princípios da bioética, como autonomia, beneficência, não maleficência e justiça. Para o residente, compreender esses direitos não é apenas uma questão de conformidade legal, mas um pilar para construir uma relação de confiança e respeito com o paciente, garantindo um cuidado centrado na pessoa. O Código de Ética Médica e outras legislações específicas detalham essas prerrogativas. Um dos direitos mais fundamentais é o de ser plenamente informado sobre sua condição de saúde, as opções de tratamento, os riscos, benefícios e alternativas, incluindo a recusa de tratamento. Essa informação é a base para o consentimento livre e esclarecido, que deve ser obtido antes de qualquer procedimento diagnóstico ou terapêutico. O paciente também tem o direito de acesso ao seu prontuário médico, que é de sua propriedade, e de ter sua privacidade e confidencialidade respeitadas. Em situações complexas, como tratamentos experimentais ou decisões sobre a terminalidade da vida, a autonomia do paciente é ainda mais enfatizada. Tratamentos experimentais exigem aprovação de comitês de ética em pesquisa e o consentimento explícito do paciente. Quanto à terminalidade, as decisões devem ser compartilhadas, respeitando a vontade do paciente expressa previamente ou por seus representantes legais, e não apenas pela equipe médica, promovendo a dignidade e o cuidado paliativo adequado.
Sim, o paciente ou seu representante legal tem direito de acesso integral ao seu prontuário médico, podendo solicitar cópias. Esse acesso não depende de decisão judicial, exceto em casos específicos de sigilo ou investigação.
O consentimento livre e esclarecido é a autorização do paciente para um procedimento ou tratamento, dada após receber todas as informações relevantes de forma clara, completa e compreensível, sem coação, garantindo sua autonomia.
As decisões sobre tratamentos em casos de terminalidade da vida devem envolver o paciente (se capaz), seus familiares ou responsáveis legais, e a equipe de assistência, respeitando a vontade prévia do paciente e os princípios da ortotanásia e dignidade.
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