PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2023
Maria, 15 anos, iniciou vida sexual recentemente. Busca a UBS pois tem receio de uma gestação não planejada. Ao chegar na UBS solicita consulta médica. Assinale a alternativa CORRETA:
Adolescente busca UBS para contracepção → tem direito a consulta e métodos, com sigilo.
Adolescentes têm direito à consulta médica e acesso a métodos contraceptivos, incluindo o DIU, independentemente da idade ou da presença dos pais, garantindo o sigilo e a autonomia sobre sua saúde sexual e reprodutiva.
O atendimento à saúde sexual e reprodutiva de adolescentes é um pilar fundamental da atenção primária. A adolescência é um período de descobertas e vulnerabilidades, e o acesso a informações e métodos contraceptivos é crucial para prevenir gestações não planejadas e infecções sexualmente transmissíveis. A legislação brasileira, através do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e as normas éticas médicas, garantem a autonomia do adolescente em relação à sua saúde. A fisiopatologia da gravidez na adolescência envolve fatores biológicos, sociais e psicológicos. O diagnóstico precoce da necessidade de contracepção e a oferta de opções seguras e eficazes são essenciais. O atendimento deve ser acolhedor, sem julgamentos, e focado na educação em saúde, incluindo o uso correto de preservativos e a discussão sobre diferentes métodos contraceptivos. A conduta correta envolve oferecer à adolescente todas as informações e opções de contracepção disponíveis, respeitando sua escolha e garantindo o sigilo. O DIU, tanto de cobre quanto hormonal, é uma opção segura e altamente eficaz para adolescentes, inclusive nuligestas, e deve ser oferecido quando apropriado. O objetivo é empoderar o adolescente a tomar decisões informadas sobre sua própria saúde.
Sim, no Brasil, o adolescente tem autonomia para buscar e receber atendimento em saúde sexual e reprodutiva, incluindo a prescrição de métodos contraceptivos, sem a necessidade de consentimento dos pais ou responsáveis, garantindo o sigilo.
Não, o DIU (de cobre ou hormonal) é um método contraceptivo seguro e eficaz para adolescentes nuligestas. A nuliparidade não é uma contraindicação, e as diretrizes atuais recomendam o DIU como opção de contracepção de longa duração para essa população.
O sigilo médico é fundamental para estabelecer confiança e encorajar o adolescente a buscar ajuda. Ele garante que informações sensíveis sobre sua saúde, especialmente sexual e reprodutiva, sejam protegidas, promovendo a adesão ao tratamento e a prevenção de problemas.
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