UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2022
Em relação à doença inflamatória pélvica (DIP), assinale a alternativa correta.
Parceiros de mulheres com DIP devem ser tratados empiricamente com Ceftriaxona + Azitromicina, mesmo assintomáticos.
O tratamento dos parceiros sexuais é uma medida crucial no manejo da Doença Inflamatória Pélvica (DIP) para prevenir reinfecções e controlar a disseminação das infecções sexualmente transmissíveis. A Síndrome de Fitz-Hugh-Curtis é uma peri-hepatite, e o abscesso tubo-ovariano geralmente requer tratamento hospitalar devido à gravidade.
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma infecção do trato genital superior feminino que, se não tratada adequadamente, pode levar a complicações graves. O tratamento visa erradicar os patógenos e prevenir sequelas. A escolha entre tratamento ambulatorial e hospitalar depende da gravidade do quadro, presença de complicações e condições da paciente. O tratamento dos parceiros sexuais é um pilar fundamental para o sucesso terapêutico e controle epidemiológico. O manejo da DIP exige uma abordagem abrangente. A Síndrome de Fitz-Hugh-Curtis, uma complicação da DIP, manifesta-se como peri-hepatite, causando dor no quadrante superior direito do abdome, mas sem disfunção hepática grave. Já o abscesso tubo-ovariano é uma complicação séria que geralmente requer internação hospitalar para tratamento com antibióticos intravenosos, e em alguns casos, drenagem ou cirurgia, devido ao alto risco de ruptura e sepse. A doxiciclina, embora um componente importante do tratamento, pode ser administrada por via oral na maioria dos casos, com duração de 14 dias, e não apenas 72 horas após a melhora clínica. O tratamento dos parceiros sexuais é essencial para quebrar o ciclo de reinfecção. Mesmo que assintomáticos, eles podem ser portadores de Chlamydia trachomatis ou Neisseria gonorrhoeae. O esquema recomendado, como ceftriaxona e azitromicina em dose única, é eficaz contra esses patógenos. A adesão a essas diretrizes é vital para a saúde reprodutiva da mulher e para a saúde pública, prevenindo a disseminação de infecções sexualmente transmissíveis.
O(s) parceiro(s) sexual(ais) deve(m) ser tratado(s), mesmo que assintomático(s), com dose única de ceftriaxona 500 mg por via intramuscular e de azitromicina 1 g por via oral, para prevenir reinfecção e controlar a transmissão.
A Síndrome de Fitz-Hugh-Curtis é uma complicação da DIP caracterizada por peri-hepatite (inflamação da cápsula hepática e peritônio adjacente), geralmente causada por Chlamydia trachomatis ou Neisseria gonorrhoeae. Não envolve grave alteração da função hepática, mas pode causar dor no quadrante superior direito.
Geralmente, pacientes com abscesso tubo-ovariano requerem tratamento hospitalar com antibióticos intravenosos e monitoramento rigoroso devido ao risco de ruptura e sepse. O tratamento ambulatorial é raramente apropriado e deve ser considerado apenas em casos muito selecionados e com acompanhamento rigoroso.
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