CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2022
Considerando que o paciente dessa demonstração apresenta desvio horizontal 50DP e desvio vertical de 30 DP, qual o provável valor do prisma que foi posicionado na frente de seu olho esquerdo?
O prisma neutraliza o desvio; para medir o componente horizontal, usa-se o valor correspondente ao desvio horizontal.
Na avaliação de estrabismos complexos com componentes horizontais e verticais, a neutralização de um dos componentes (neste caso, o horizontal de 50 DP) requer um prisma de valor equivalente.
A avaliação quantitativa do estrabismo é realizada através do teste de cobertura com prismas (Prism Cover Test). Este é o padrão-ouro para medir o ângulo de desvio em todas as posições do olhar. A dioptria prismática (DP) é definida como o desvio de 1 cm em um anteparo localizado a 1 metro de distância. No cenário clínico de grandes desvios, como o de 50 DP mencionado, o examinador deve estar atento a artefatos de medição, como o efeito de empilhamento de prismas, que não é puramente aditivo. O conhecimento preciso da manipulação de prismas permite não apenas o diagnóstico correto, mas também o planejamento cirúrgico adequado e a prescrição de prismas em óculos para alívio de diplopia em desvios menores.
Prismas são dispositivos ópticos que desviam a luz em direção à sua base. No estrabismo, o prisma é posicionado à frente do olho desviado para deslocar a imagem do objeto de fixação para a fóvea. A quantidade de desvio é medida em Dioptrias Prismáticas (DP). Para neutralizar um desvio, utiliza-se um prisma cuja potência seja igual à magnitude do desvio. Se um paciente tem um desvio horizontal de 50 DP, um prisma de 50 DP é necessário para alinhar a imagem.
Em pacientes com desvios combinados, como 50 DP horizontal e 30 DP vertical, a neutralização pode ser feita de duas formas: usando dois prismas separados (um para cada componente) ou um único prisma posicionado obliquamente (prisma resultante). O cálculo do prisma resultante segue o teorema de Pitágoras (R² = H² + V²). No entanto, em testes clínicos de cobertura, frequentemente neutralizamos um componente de cada vez para quantificar o desvio total.
A orientação da base do prisma é fundamental para a neutralização correta. Na esotropia (desvio para dentro), a imagem cai nasalmente à fóvea, então usamos um prisma com base temporal (Base Out) para deslocar a imagem para fora. Na exotropia (desvio para fora), a imagem cai temporalmente, exigindo um prisma com base nasal (Base In) para deslocar a imagem para dentro. Para desvios verticais, usamos base superior ou inferior conforme a necessidade de elevar ou deprimir a imagem.
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