CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2022
Um raio de luz sofre desvio de 20 mm do eixo visual a uma distância de 50 cm de um prima. Qual é o poder do prisma em dioptrias-prismáticas?
Poder do prisma (Δ) = Desvio (cm) / Distância (m).
A dioptria prismática define o desvio de 1 cm a uma distância de 1 metro. Para o cálculo, converta o desvio para centímetros e a distância para metros.
A óptica geométrica é um pilar da oftalmologia. O entendimento do comportamento da luz ao atravessar prismas permite ao médico quantificar desvios oculares com precisão. A unidade dioptria prismática (Δ) é distinta da dioptria esférica (D), focando exclusivamente no desvio angular da luz sem alterar sua convergência ou divergência original. Na prática clínica, o uso de prismas exige conhecimento da posição de colocação (base interna, externa, superior ou inferior) e da compensação necessária para diferentes distâncias de fixação. Questões sobre cálculos básicos de prismas testam a fluidez do residente com as unidades de medida e as leis fundamentais da física óptica aplicadas à visão humana.
Uma dioptria prismática é definida como o poder de um prisma que desvia um raio de luz em 1 centímetro quando projetado em um anteparo a 1 metro de distância. Matematicamente, essa relação é expressa pela fórmula P = d/D, onde 'P' é o poder em dioptrias prismáticas, 'd' é o desvio lateral em centímetros e 'D' é a distância do prisma ao anteparo em metros. É uma unidade fundamental na óptica oftálmica para quantificar o desvio de eixos visuais em estrabismos e prescrições de lentes.
Para resolver a questão, primeiro convertemos as unidades para o padrão da fórmula: 20 mm de desvio equivalem a 2 cm. A distância de 50 cm equivale a 0,5 metros. Aplicando a fórmula P = desvio(cm) / distância(m), temos P = 2 / 0,5. O resultado é 4 dioptrias prismáticas (4Δ). Este raciocínio é essencial para provas de título e prática clínica em refração e estrabismo.
Os prismas são utilizados tanto no diagnóstico quanto no tratamento de distúrbios oculomotores. No diagnóstico, são usados para medir a magnitude de desvios oculares (tropias e forias) através de testes como o 'cover test' com prismas. No tratamento, podem ser incorporados em óculos para aliviar a diplopia, deslocando a imagem para a fóvea do olho desviado, ou em exercícios ortópticos para treinar a amplitude de fusão do paciente.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo