CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2009
Com relação à drenagem do humor aquoso, podemos afirmar:
Fluxo trabecular = Pressão-dependente (↑ PIO → ↑ Escoamento).
A via trabecular é a principal rota de escoamento do humor aquoso e sua taxa de drenagem aumenta proporcionalmente ao aumento da pressão intraocular (PIO), caracterizando um sistema sensível à pressão.
O equilíbrio entre a produção de humor aquoso pelo corpo ciliar e sua drenagem determina a pressão intraocular. A produção ocorre por secreção ativa (80%), ultrafiltração e difusão. A drenagem trabecular enfrenta sua maior resistência no tecido justacanicular. Medicamentos como os análogos de prostaglandinas agem aumentando o fluxo uveoescleral, enquanto os mióticos (pilocarpina) aumentam o fluxo trabecular ao tracionar o esporão escleral e abrir as fendas da malha trabecular. O entendimento dessas vias é crucial para o tratamento farmacológico e cirúrgico do glaucoma.
As duas vias são a via trabecular (convencional) e a via uveoescleral (não convencional). A via trabecular drena cerca de 80-90% do humor aquoso através da malha trabecular, canal de Schlemm e veias episclerais. A via uveoescleral drena o restante através do músculo ciliar e do espaço supracoroidal.
Diferente da via uveoescleral, a resistência ao fluxo na via trabecular é superada pelo gradiente de pressão entre a câmara anterior e as veias episclerais. Assim, conforme a PIO aumenta, a força motriz para o escoamento através da malha trabecular também aumenta, seguindo a Lei de Poiseuille.
Nas iridociclites (inflamação intraocular), geralmente ocorre hipotonia (baixa PIO). Isso se deve a dois fatores: a redução da produção de humor aquoso pelo corpo ciliar inflamado e o aumento do escoamento pela via uveoescleral (devido a alterações nas prostaglandinas endógenas), e não pelo aumento da via trabecular.
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