HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2021
Considerando paciente com diagnóstico de infecção por COVID-19 e que apresente piora clínica e possibilidade alta de ocorrência de eventos tromboembólicos, marque a CORRETA, segundo as Recomendações da Associação Brasileira de Medicina de Emergência:
D-dímero ↑ em COVID-19 sugere risco tromboembólico, mas não é critério isolado para anticoagulação plena; exige investigação.
Em pacientes com COVID-19 e piora clínica, o D-dímero elevado é um marcador de inflamação e hipercoagulabilidade, associado a pior prognóstico e maior risco de eventos tromboembólicos. Contudo, um D-dímero isolado não justifica anticoagulação plena de rotina, mas sim uma investigação mais aprofundada para confirmar a presença de trombose, como embolia pulmonar ou trombose venosa profunda.
A infecção por COVID-19, especialmente em casos de piora clínica, está associada a um estado de hipercoagulabilidade e inflamação sistêmica, aumentando significativamente o risco de eventos tromboembólicos venosos (TEV) e arteriais. Para residentes, é crucial compreender a fisiopatologia e o manejo desses eventos. A fisiopatologia envolve a ativação da cascata de coagulação, disfunção endotelial e ativação plaquetária, resultando na formação de trombos. O D-dímero é um biomarcador de degradação da fibrina e seu aumento é comum na COVID-19, correlacionando-se com a gravidade da doença e o risco de trombose. No entanto, um D-dímero elevado isoladamente não é diagnóstico de trombose, mas sim um indicador de que uma investigação mais aprofundada é necessária. O diagnóstico de TEV requer exames de imagem específicos, como a angiotomografia de tórax para embolia pulmonar ou o ultrassom Doppler de membros inferiores para trombose venosa profunda. A estratificação de risco para TEV é importante, e escalas como IMPROVE, PADUA ou CAPRINI RAM podem auxiliar na decisão de profilaxia. O tratamento envolve a profilaxia de TEV para todos os pacientes hospitalizados com COVID-19, geralmente com heparina de baixo peso molecular em dose profilática. A anticoagulação plena é reservada para pacientes com TEV confirmado ou em situações de muito alto risco, avaliando-se sempre o balanço entre risco de trombose e risco de sangramento. O controle do TTPa é utilizado para heparina não fracionada, enquanto a heparina de baixo peso molecular geralmente não requer monitorização de rotina, exceto em casos específicos como insuficiência renal grave. O prognóstico dos pacientes com COVID-19 e eventos tromboembólicos é pior, ressaltando a importância da vigilância e do manejo adequado.
A COVID-19 induz um estado de hiperinflamação e hipercoagulabilidade, com disfunção endotelial e ativação plaquetária, aumentando significativamente o risco de trombose arterial e venosa, incluindo embolia pulmonar.
A anticoagulação plena é indicada para pacientes com COVID-19 que têm um evento tromboembólico confirmado (ex: embolia pulmonar, trombose venosa profunda) ou em situações de alto risco individualizado, após avaliação cuidadosa do risco-benefício.
Além do D-dímero, a investigação pode incluir angiotomografia de tórax para embolia pulmonar, ultrassonografia Doppler de membros inferiores para trombose venosa profunda e, em alguns casos, ecocardiograma para avaliar disfunção de ventrículo direito.
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