Diluição de Lidocaína: Cálculo e Proporções Corretas

UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2022

Enunciado

Um médico na sala de cirurgia ambulatorial faz o planejamento de um procedimento de pequeno porte. Trata-se de um paciente do sexo masculino, com 30 anos, sem comorbidades ou alergia a medicamentos. Conclui que pode utilizar no máximo 400mg de lidocaína e precisa diluir a lidocaína 2% em 20ml disponível, até uma concentração de 0,5% para obter anestésico suficiente para o procedimento, sem ultrapassar a dose máxima segura. Assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) Preenchendo uma seringa de 20ml com lidocaína 2% e diluente na proporção de 1 para 1, podendo obter até 2 seringas a 0,5% do anestésico para o procedimento.
  2. B) Preenchendo uma seringa de 20ml com lidocaína 2% e diluente na proporção de 1 para 2, podendo obter até 3 seringas a 0,5% do anestésico para o procedimento.
  3. C) Preenchendo uma seringa de 20ml com lidocaína 2% e diluente na proporção de 1 para 3, podendo obter até 4 seringas a 0,5% do anestésico para o procedimento.
  4. D) A diluição da mesma quantidade de soluto de lidocaína com concentração inicial de 2% para uma a 0,5% não tem vantagem quanto à diminuição da sua toxicidade.
  5. E) O uso de lidocaína com vasoconstritor não interfere na dose tóxica do anestésico local.

Pérola Clínica

Diluir lidocaína 2% para 0,5% requer proporção de 1 parte de 2% para 3 partes de diluente (1:3).

Resumo-Chave

Para diluir lidocaína de 2% (20mg/mL) para 0,5% (5mg/mL), a concentração é reduzida em 4 vezes. Isso significa que para cada 1 parte de lidocaína 2%, são necessárias 3 partes de diluente, resultando em 4 partes de solução a 0,5%. Com 5mL de lidocaína 2% e 15mL de diluente, obtém-se 20mL de lidocaína 0,5%.

Contexto Educacional

O planejamento de um procedimento cirúrgico ambulatorial exige um conhecimento preciso sobre a farmacologia e o cálculo de doses de anestésicos locais. A diluição de medicamentos é uma prática comum para ajustar a concentração às necessidades do procedimento e à segurança do paciente, garantindo que a dose máxima não seja excedida. No caso da lidocaína, a concentração de 2% (20mg/mL) é frequentemente utilizada, mas para certos procedimentos ou para aumentar o volume de anestésico disponível dentro da dose segura, pode ser necessário diluí-la para concentrações menores, como 0,5% (5mg/mL). A fisiopatologia da toxicidade da lidocaína está relacionada à sua concentração plasmática. Ao diluir a solução, reduz-se a quantidade de fármaco por mililitro, permitindo o uso de um volume maior para anestesiar uma área sem atingir níveis plasmáticos tóxicos. Para diluir de 2% para 0,5%, a concentração é reduzida em um fator de 4 (2% / 0,5% = 4). Isso significa que, para cada parte de lidocaína 2%, são necessárias 3 partes de diluente para obter uma solução final com 0,5% de concentração. Por exemplo, 5mL de lidocaína 2% (que contêm 100mg) misturados com 15mL de diluente resultam em 20mL de solução a 0,5% (ainda contendo 100mg). Para residentes, dominar esses cálculos é crucial para a segurança do paciente e para a eficiência do procedimento. É fundamental entender que a diluição não altera a dose total de fármaco em miligramas, mas sim a sua concentração por volume, permitindo maior volume de aplicação. A dose máxima de 400mg de lidocaína permite a preparação de até 4 seringas de 20mL a 0,5% (totalizando 80mL e 400mg), o que é um volume considerável para procedimentos de pequeno porte.

Perguntas Frequentes

Como calcular a proporção para diluir uma solução?

Para calcular a proporção de diluição, divida a concentração inicial pela concentração final desejada (C1/C2). O resultado indica quantas vezes a solução foi diluída. Se C1/C2 = X, significa que 1 parte da solução original é diluída para um volume final de X partes, necessitando de (X-1) partes de diluente.

Qual a importância de diluir anestésicos locais?

A diluição de anestésicos locais permite aumentar o volume de solução a ser utilizada sem exceder a dose máxima segura em miligramas. Isso é útil para anestesiar áreas maiores ou para procedimentos que exigem um volume maior de anestésico com menor risco de toxicidade sistêmica.

A lidocaína com vasoconstritor altera a dose tóxica?

Sim, a lidocaína com vasoconstritor (como epinefrina) retarda a absorção sistêmica do anestésico, permitindo que uma dose total maior em miligramas seja administrada com segurança (7 mg/kg vs 4,5 mg/kg sem vasoconstritor) e prolongando o tempo de ação do anestésico local. Isso diminui o pico de concentração plasmática e, consequentemente, o risco de toxicidade sistêmica.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo