Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2020
Sobre a DILA (dilatação fluxo-mediada da artéria braquial) assinale a alternativa incorreta:
DILA = avaliação função endotelial. Terapia hormonal pós-menopausa GERALMENTE melhora DILA.
A dilatação fluxo-mediada (DILA) é um marcador da função endotelial, refletindo a capacidade do endotélio de liberar óxido nítrico. A disfunção endotelial está associada a diversas condições cardiovasculares. A terapia hormonal na pós-menopausa, em geral, tende a melhorar a função endotelial, não piorar, tornando a alternativa D incorreta.
A Dilatação Fluxo-Mediada (DILA) da artéria braquial é uma técnica ultrassonográfica não invasiva utilizada para avaliar a função endotelial, um marcador precoce de aterosclerose e risco cardiovascular. O endotélio vascular desempenha um papel crucial na regulação do tônus vascular, inflamação e trombose, principalmente através da produção de óxido nítrico. A disfunção endotelial é um evento inicial na patogênese de diversas doenças cardiovasculares. A técnica da DILA envolve a oclusão temporária da artéria braquial para induzir isquemia, seguida de reperfusão, que gera um aumento do fluxo sanguíneo e estresse de cisalhamento. Este estresse estimula o endotélio a liberar óxido nítrico, causando vasodilatação. A medida do diâmetro da artéria antes e após a reperfusão permite quantificar a capacidade de dilatação, refletindo a saúde endotelial. Valores reduzidos de DILA são observados em condições como pré-eclâmpsia e diabetes gestacional, indicando um comprometimento da função vascular. A terapia hormonal na pós-menopausa tem sido estudada quanto ao seu impacto na função endotelial. Em muitos casos, especialmente quando iniciada em mulheres mais jovens e saudáveis na menopausa, a terapia hormonal pode melhorar a DILA e a função endotelial. A alternativa que afirma que a terapia hormonal pode ocasionar piora no DILA em pacientes na pós-menopausa é incorreta, pois a evidência geralmente aponta para um efeito neutro ou benéfico na função endotelial, embora o balanço risco-benefício cardiovascular global da terapia hormonal seja complexo e dependa de múltiplos fatores.
Valores de DILA são frequentemente reduzidos em condições como pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, hipertensão arterial, dislipidemia e outras doenças cardiovasculares, indicando disfunção endotelial.
A DILA avalia a capacidade do endotélio de liberar óxido nítrico em resposta ao estresse de cisalhamento, um processo fundamental para a saúde vascular. É um método reprodutível e não invasivo.
Em geral, a terapia hormonal na pós-menopausa tende a melhorar a função endotelial e os valores de DILA, especialmente se iniciada precocemente. No entanto, o impacto cardiovascular global deve ser avaliado individualmente.
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