Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2015
Mulher 32 anos é avaliada no Serviço de Emergência devido a quadro de dispneia súbita. Realizado tomografia de tórax que excluiu diagnóstico de embolia pulmonar, porém revelou dilatação da aorta ascendente de 4,6 cm. Todas as condições abaixo podem estar relacionadas com este achado, EXCETO:
Dilatação de aorta ascendente: Takayasu, AR, Marfan, Sífilis são causas; LES é causa rara/não típica.
A dilatação da aorta ascendente pode ser causada por diversas condições inflamatórias, genéticas ou infecciosas que afetam a parede aórtica. Embora o LES possa causar vasculite, a dilatação aórtica significativa não é uma manifestação típica ou comum, ao contrário das outras opções.
A dilatação da aorta ascendente, ou aneurisma de aorta ascendente, é uma condição séria que pode levar à dissecção ou ruptura, com alta mortalidade. Sua etiologia é variada, abrangendo desde causas genéticas e degenerativas até inflamatórias e infecciosas. O diagnóstico precoce é fundamental para o manejo adequado e prevenção de complicações catastróficas. Entre as causas inflamatórias, a Arterite de Takayasu é uma vasculite de grandes vasos que afeta a aorta e seus ramos, podendo causar dilatação e estenose. A Artrite Reumatoide, embora primariamente uma doença articular, pode ter manifestações extra-articulares, incluindo aortite e dilatação aórtica, embora menos comum. A Síndrome de Marfan é uma doença genética do tecido conjuntivo que classicamente leva à dilatação da raiz da aorta e da aorta ascendente devido a um defeito na fibrilina-1. A sífilis terciária pode causar aortite sifilítica, uma inflamação crônica da aorta que resulta em aneurismas, principalmente na aorta ascendente. O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), por outro lado, embora seja uma doença autoimune sistêmica que pode afetar vasos sanguíneos (vasculite), a dilatação significativa da aorta ascendente não é uma manifestação típica ou comum do LES. As manifestações cardiovasculares do LES são mais frequentemente pericardite, miocardite, endocardite de Libman-Sacks e aterosclerose acelerada. Portanto, em um cenário de dilatação aórtica proeminente, o LES seria a opção menos provável entre as listadas.
As causas incluem aterosclerose, hipertensão arterial, doenças do tecido conjuntivo (ex: Síndrome de Marfan, Ehlers-Danlos), valvopatia aórtica bicúspide, vasculites (ex: Arterite de Takayasu, Arterite de Células Gigantes) e infecções (ex: Sífilis).
A Síndrome de Marfan é uma doença genética do tecido conjuntivo que afeta a fibrilina-1, levando à fragilidade da parede aórtica, com perda de elasticidade e predisposição à dilatação e dissecção.
A sífilis terciária pode levar à aortite sifilítica, uma inflamação crônica da aorta que resulta em destruição da camada média, perda de elasticidade e formação de aneurismas, tipicamente na aorta ascendente.
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