PSU PRMMT - Processo Seletivo Unificado de Residência Médica do MT — Prova 2025
Mãe e recém-nascido (RN) de sete dias de vida são atendidos em consulta de puericultura. Ao exame, o RN apresenta perda ponderal de 12% em relação ao peso de nascimento, está choroso, sem icterícia ou sinais de desconforto respiratório. O exame materno revela mamas ingurgitadas, doloridas e com fissuras em ambos os mamilos. Durante a amamentação, o RN está choroso, ativo e reativo, mas apresenta pega inadequada e sucção pouco eficiente. Qual a conduta mais adequada para o caso?
Perda ponderal RN + mamas ingurgitadas + pega inadequada = otimizar amamentação e ordenha.
A perda ponderal de 12% em RN de 7 dias, associada a mamas ingurgitadas e fissuras, indica problemas na técnica de amamentação (pega e sucção ineficazes). A conduta inicial deve focar na correção da pega, estímulo à amamentação e ordenha para aliviar o ingurgitamento e manter a produção de leite, com reavaliação do peso.
A amamentação é um processo natural, mas que pode apresentar desafios, especialmente nos primeiros dias de vida do recém-nascido (RN). A perda ponderal do RN, o ingurgitamento mamário e as fissuras nos mamilos maternos são sinais clássicos de dificuldades na amamentação, frequentemente relacionadas a uma pega inadequada e sucção ineficaz do bebê. A perda ponderal de até 10% do peso de nascimento nos primeiros dias é fisiológica, mas uma perda de 12% aos sete dias de vida, como no caso descrito, é um sinal de alerta que exige intervenção. O ingurgitamento mamário ocorre quando as mamas ficam muito cheias de leite, tornando-as duras e doloridas, o que dificulta ainda mais a pega do bebê. As fissuras mamilares são geralmente consequência de uma pega incorreta, causando dor intensa à mãe e podendo levar à recusa em amamentar. A conduta mais adequada foca em otimizar a técnica de amamentação. Isso inclui a correção da pega do RN, garantindo que o bebê abranja não apenas o mamilo, mas também grande parte da aréola. É fundamental instruir a mãe sobre a ordenha manual ou com bomba para aliviar o ingurgitamento, o que facilita a pega do bebê e mantém a produção de leite. A complementação com fórmula deve ser evitada ao máximo, pois pode prejudicar o estabelecimento do aleitamento materno exclusivo. O acompanhamento do peso do RN é essencial para monitorar a eficácia das intervenções.
É esperado que recém-nascidos percam até 10% do peso de nascimento nos primeiros 3-5 dias, recuperando-o até os 10-14 dias de vida. Uma perda de 12% aos 7 dias é um sinal de alerta.
Sinais de pega inadequada incluem dor intensa na mãe, mamilos fissurados, bochechas do bebê encovadas, ruídos de estalo durante a mamada, e o bebê não esvaziando a mama ou não ganhando peso.
A ordenha do leite materno é crucial para aliviar o ingurgitamento mamário, que pode causar dor e dificultar a pega do bebê. Além disso, ajuda a manter a produção de leite e a prevenir complicações como a mastite.
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