Amamentação: Manejo de Perda Ponderal e Pega Inadequada

PSU PRMMT - Processo Seletivo Unificado de Residência Médica do MT — Prova 2025

Enunciado

Mãe e recém-nascido (RN) de sete dias de vida são atendidos em consulta de puericultura. Ao exame, o RN apresenta perda ponderal de 12% em relação ao peso de nascimento, está choroso, sem icterícia ou sinais de desconforto respiratório. O exame materno revela mamas ingurgitadas, doloridas e com fissuras em ambos os mamilos. Durante a amamentação, o RN está choroso, ativo e reativo, mas apresenta pega inadequada e sucção pouco eficiente. Qual a conduta mais adequada para o caso?

Alternativas

  1. A) Internação da mãe e do filho, a fim de realizar propedêutica e uso de vitamina K sob suspeita de doença hemorrágica do recém-nascido.
  2. B) Manter o aleitamento materno, com correção da pega e realizar coleta de exames do RN sob suspeita de doença hemorrágica do recém-nascido.
  3. C) Prescrever complementação para o RN, com contraindicação de aleitamento materno por até 48 horas e realizar translactação com a técnica sonda-mamilo posteriormente.
  4. D) Estimular o aleitamento materno, instruir a mãe a realizar a ordenha do leite, com correção da pega do RN e manter conduta expectante, com novo peso do RN em até sete dias de vida.

Pérola Clínica

Perda ponderal RN + mamas ingurgitadas + pega inadequada = otimizar amamentação e ordenha.

Resumo-Chave

A perda ponderal de 12% em RN de 7 dias, associada a mamas ingurgitadas e fissuras, indica problemas na técnica de amamentação (pega e sucção ineficazes). A conduta inicial deve focar na correção da pega, estímulo à amamentação e ordenha para aliviar o ingurgitamento e manter a produção de leite, com reavaliação do peso.

Contexto Educacional

A amamentação é um processo natural, mas que pode apresentar desafios, especialmente nos primeiros dias de vida do recém-nascido (RN). A perda ponderal do RN, o ingurgitamento mamário e as fissuras nos mamilos maternos são sinais clássicos de dificuldades na amamentação, frequentemente relacionadas a uma pega inadequada e sucção ineficaz do bebê. A perda ponderal de até 10% do peso de nascimento nos primeiros dias é fisiológica, mas uma perda de 12% aos sete dias de vida, como no caso descrito, é um sinal de alerta que exige intervenção. O ingurgitamento mamário ocorre quando as mamas ficam muito cheias de leite, tornando-as duras e doloridas, o que dificulta ainda mais a pega do bebê. As fissuras mamilares são geralmente consequência de uma pega incorreta, causando dor intensa à mãe e podendo levar à recusa em amamentar. A conduta mais adequada foca em otimizar a técnica de amamentação. Isso inclui a correção da pega do RN, garantindo que o bebê abranja não apenas o mamilo, mas também grande parte da aréola. É fundamental instruir a mãe sobre a ordenha manual ou com bomba para aliviar o ingurgitamento, o que facilita a pega do bebê e mantém a produção de leite. A complementação com fórmula deve ser evitada ao máximo, pois pode prejudicar o estabelecimento do aleitamento materno exclusivo. O acompanhamento do peso do RN é essencial para monitorar a eficácia das intervenções.

Perguntas Frequentes

Qual a perda ponderal esperada para um recém-nascido nos primeiros dias de vida?

É esperado que recém-nascidos percam até 10% do peso de nascimento nos primeiros 3-5 dias, recuperando-o até os 10-14 dias de vida. Uma perda de 12% aos 7 dias é um sinal de alerta.

Como identificar uma pega inadequada na amamentação?

Sinais de pega inadequada incluem dor intensa na mãe, mamilos fissurados, bochechas do bebê encovadas, ruídos de estalo durante a mamada, e o bebê não esvaziando a mama ou não ganhando peso.

Qual a importância da ordenha do leite materno em casos de ingurgitamento?

A ordenha do leite materno é crucial para aliviar o ingurgitamento mamário, que pode causar dor e dificultar a pega do bebê. Além disso, ajuda a manter a produção de leite e a prevenir complicações como a mastite.

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