FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2023
Com relação ao aparelho urogenital, é INCORRETO afirmar:
Diferenciação sexual fenotípica é determinada por fatores genéticos/hormonais, NÃO por gênero psicológico na fertilização.
A diferenciação sexual fenotípica de um indivíduo é um processo complexo determinado por fatores genéticos (cromossomos sexuais) e hormonais que ocorrem durante o desenvolvimento embrionário e fetal, e não pelo "gênero psicológico" estabelecido na fertilização, que é um conceito social e psicológico, não biológico determinante do fenótipo.
O desenvolvimento do aparelho urogenital é um dos processos mais complexos da embriologia humana, envolvendo a formação de estruturas excretoras e reprodutivas a partir de tecidos embrionários comuns. A compreensão desse processo é fundamental para a medicina, pois anomalias congênitas do sistema urogenital são relativamente comuns e podem ter implicações significativas para a saúde. Durante o período embrionário, a formação dos órgãos excretores ocorre em três fases sucessivas: pronefro, mesonefro e metanefro, sendo este último o precursor dos rins definitivos. A diferenciação sexual, por sua vez, é um processo intrincado que começa com a determinação genética do sexo na fertilização (cromossomos XX ou XY) e prossegue com a diferenciação gonadal e, posteriormente, a diferenciação fenotípica sob influência hormonal. É crucial para residentes distinguir entre sexo biológico (genético, gonadal, fenotípico) e gênero psicológico ou identidade de gênero, que são conceitos distintos. A afirmação de que o gênero psicológico determina a diferenciação sexual fenotípica no momento da fertilização é biologicamente incorreta, pois o fenótipo sexual é moldado por fatores genéticos e hormonais durante o desenvolvimento embrionário e fetal.
Durante o período embrionário, são formados sucessivamente o pronefro (transitório e não funcional), o mesonefro (funcional por um breve período) e o metanefro (que se desenvolve no rim definitivo).
A diferenciação sexual fenotípica é determinada primariamente pelos cromossomos sexuais (XX ou XY) e pela ação de hormônios sexuais produzidos pelas gônadas em desenvolvimento, que direcionam a formação das estruturas reprodutivas internas e externas.
As gônadas (testículos ou ovários) contêm três tipos celulares principais: células germinativas (que darão origem aos gametas), células de suporte (como as células de Sertoli nos testículos e as células foliculares nos ovários) e células intersticiais (como as células de Leydig nos testículos, produtoras de hormônios).
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