HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (DF) — Prova 2024
Acerca de suporte avançando de vida em trauma e considerando as imagens A e B acima, julgue:As Figuras I e II apresentam um hematoma subdural e um hematoma epidural, respectivamente.
O trauma cranioencefálico (TCE) é uma das principais causas de morbimortalidade, e a identificação rápida e precisa de lesões intracranianas é fundamental. Hematomas subdural e epidural são duas das lesões mais comuns e graves, exigindo conhecimento aprofundado para residentes e profissionais de emergência. A epidemiologia varia, mas ambos são mais frequentes em acidentes automobilísticos, quedas e agressões, com o epidural sendo mais comum em jovens e o subdural em idosos e alcoólatras devido à atrofia cerebral e fragilidade vascular. O diagnóstico é primariamente feito por tomografia computadorizada (TC) de crânio. O hematoma epidural é caracterizado por sua forma biconvexa (lenticular), que não cruza as suturas cranianas, mas pode cruzar a linha média. Geralmente associado a fraturas. O hematoma subdural, por outro lado, apresenta uma forma de crescente (concavidade interna), pode cruzar as suturas, mas é limitado pela foice cerebral e tentório. A fisiopatologia envolve, no epidural, sangramento arterial (tipicamente da artéria meníngea média) e, no subdural, sangramento venoso de veias-ponte. A suspeita clínica surge com alteração do nível de consciência, cefaleia intensa, vômitos e sinais neurológicos focais após trauma. O tratamento depende do tamanho do hematoma, efeito de massa e estado neurológico do paciente. Hematomas epidurais sintomáticos ou grandes geralmente requerem drenagem cirúrgica emergencial (craniectomia ou craniotomia). Hematomas subdurais também podem necessitar de cirurgia, especialmente se agudos e com efeito de massa significativo. O prognóstico é melhor para epidurais se tratados precocemente, enquanto subdurais, especialmente em idosos, podem ter um prognóstico mais reservado. Pontos de atenção incluem a monitorização da pressão intracraniana e o manejo de suporte avançado de vida em trauma.
O hematoma epidural geralmente apresenta uma forma biconvexa ou lenticular e não cruza as linhas de sutura. Já o hematoma subdural tem uma forma de crescente (concavidade interna) e pode cruzar as suturas, mas é limitado pela foice cerebral e tentório.
A diferenciação é crucial para o prognóstico e a conduta cirúrgica. Hematomas epidurais são frequentemente arteriais e podem progredir rapidamente, exigindo intervenção cirúrgica emergencial. Subdurais são geralmente venosos, com progressão mais lenta, mas também podem ser graves.
O hematoma epidural resulta tipicamente de laceração de uma artéria meníngea (mais comum a artéria meníngea média) após trauma, formando um acúmulo de sangue entre a dura-máter e o crânio. O hematoma subdural ocorre devido ao rompimento de veias-ponte que atravessam o espaço subdural, entre a dura-máter e a aracnoide.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo