Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2023
Assinale a alternativa que apresenta dados importantes para diferenciar as causas de puberdade atrasada.
Puberdade atrasada: LH/FSH diferenciam hipogonadismo hipo/hipergonadotrófico.
A dosagem de LH e FSH é crucial para diferenciar as causas de puberdade atrasada. Níveis baixos ou normais de gonadotrofinas sugerem hipogonadismo hipogonadotrófico (central), enquanto níveis elevados indicam hipogonadismo hipergonadotrófico (primário ou periférico).
A puberdade atrasada é definida pela ausência de desenvolvimento de caracteres sexuais secundários até os 13 anos em meninas ou 14 anos em meninos. Sua prevalência varia, mas é uma condição que gera ansiedade em pacientes e familiares, sendo crucial para o residente dominar seu diagnóstico e manejo. É fundamental diferenciar entre variantes constitucionais do atraso puberal e condições patológicas. A fisiopatologia envolve o eixo hipotálamo-hipófise-gonadal. O diagnóstico diferencial se baseia principalmente na dosagem de LH e FSH. Níveis baixos ou normais de gonadotrofinas sugerem um problema central (hipogonadismo hipogonadotrófico), como atraso constitucional do crescimento e puberdade, deficiência de GnRH (Síndrome de Kallmann) ou outras patologias hipotalâmicas/hipofisárias. Níveis elevados de LH e FSH indicam falha gonadal primária (hipogonadismo hipergonadotrófico), como Síndrome de Turner (em meninas) ou Síndrome de Klinefelter (em meninos). O tratamento depende da causa subjacente. Para o atraso constitucional, a conduta pode ser expectante ou com pulsos curtos de esteroides sexuais. Para hipogonadismo patológico, a terapia de reposição hormonal é frequentemente necessária. O prognóstico varia conforme a etiologia, sendo essencial um acompanhamento multidisciplinar para garantir o desenvolvimento físico e psicossocial adequado.
A avaliação inicial da puberdade atrasada inclui anamnese detalhada, exame físico para estadiamento de Tanner, idade óssea e dosagens hormonais, principalmente LH, FSH e esteroides sexuais.
Níveis baixos ou normais de LH e FSH indicam hipogonadismo hipogonadotrófico (problema central), enquanto níveis elevados sugerem hipogonadismo hipergonadotrófico (problema gonadal primário).
No hipogonadismo hipogonadotrófico, há falha na produção de gonadotrofinas pelo hipotálamo/hipófise, resultando em baixos esteroides sexuais. No hipergonadotrófico, as gônadas falham em produzir esteroides sexuais, levando a um feedback negativo ausente e elevação das gonadotrofinas.
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