Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2020
A orientação alimentar do idoso diabético segue os princípios básicos estabelecidos para o diabético sem complicações, o item que se mostra inadequado é:
Em idosos diabéticos, a ingestão proteica deve ser ajustada à função renal. Não é independente da função renal.
A orientação alimentar para idosos diabéticos deve considerar a função renal, que frequentemente está comprometida nessa população. A ingestão de proteínas precisa ser monitorada e, se houver insuficiência renal, restrita para evitar a progressão da doença renal e suas complicações, tornando a afirmação de 'independente da função renal' inadequada.
A orientação alimentar para idosos diabéticos é um pilar fundamental no manejo da doença, visando o controle glicêmico, a prevenção de complicações e a manutenção da qualidade de vida. As recomendações gerais seguem os princípios para diabéticos adultos, mas com adaptações importantes devido às particularidades do envelhecimento, como a presença de comorbidades, polifarmácia, alterações no paladar e olfato, e risco de sarcopenia e desnutrição. A dieta deve ser normocalórica ou hipocalórica para obesos, com foco em carboidratos complexos e gorduras saudáveis. Um ponto crítico na dieta do idoso diabético é a avaliação e o ajuste da ingestão proteica em função da função renal. A nefropatia diabética é uma complicação comum e a doença renal crônica (DRC) é prevalente em idosos. Em pacientes com DRC, a ingestão de proteínas deve ser restrita (geralmente 0,8 g/kg/dia ou menos, dependendo do estágio da DRC) para diminuir a sobrecarga renal e retardar a progressão da doença. Ignorar a função renal ao prescrever a dieta proteica é um erro grave que pode comprometer a saúde renal do paciente. Além da proteína, a distribuição de macronutrientes deve ser equilibrada: carboidratos (50-60%, com preferência por complexos e limitação de açúcares simples), gorduras (25-35%, priorizando mono e poli-insaturadas) e fibras (25-30g/dia). A hidratação adequada e a suplementação de micronutrientes, se necessária, também são importantes. A educação nutricional e o acompanhamento regular por um nutricionista são essenciais para garantir a adesão e a eficácia do plano alimentar.
Para idosos diabéticos, a dieta deve ser individualizada, considerando comorbidades, estado nutricional e função renal. É importante manter um balanço calórico adequado, controlar a ingestão de carboidratos, priorizar fibras e ajustar a proteína conforme a função renal para prevenir complicações.
A função renal é crítica porque muitos idosos diabéticos desenvolvem nefropatia diabética. Uma ingestão proteica elevada pode sobrecarregar os rins e acelerar a progressão da doença renal crônica. Portanto, a quantidade de proteína (geralmente 0,8 g/kg/dia ou menos em estágios avançados) deve ser cuidadosamente ajustada com base na taxa de filtração glomerular.
Uma dieta proteica inadequada pode levar à progressão da doença renal crônica, acúmulo de toxinas urêmicas, piora da função renal e aumento do risco de complicações cardiovasculares. Por outro lado, uma restrição excessiva pode causar desnutrição e sarcopenia, que são comuns em idosos.
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