FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2026
Paciente do sexo masculino, 47 anos de idade, apresentou dor abdominal, perda de peso e alteração do hábito intestinal. A colonoscopia identificou lesão friável no cólon direito e a biópsia revelou adenocarcinoma. A tomografia computadorizada evidenciou espessamento de parede colônica, sem metástases. Foi submetido à colectomia direita videolaparoscópica com anastomose íleo transversa, sem intercorrências. Com relação ao caso clínico descrito acima, é CORRETO afirmar em relação à prescrição da dieta que:
Pós-colectomia direita → Dieta oral = Início após ruídos hidroaéreos (sinal de retorno do peristaltismo).
Após colectomia direita com anastomose, a liberação da dieta oral é tradicionalmente guiada pelo retorno do peristaltismo intestinal, evidenciado pelo início dos ruídos hidroaéreos; isso indica que o trato gastrointestinal está apto a processar alimentos.
A recuperação pós-operatória de cirurgias abdominais, como a colectomia direita, envolve uma série de cuidados para otimizar a recuperação do paciente. Um dos aspectos mais importantes é o manejo da dieta oral. Tradicionalmente, a liberação da dieta era postergada até a observação de sinais claros de retorno da função intestinal, como a presença de ruídos hidroaéreos e a eliminação de flatos. O íleo paralítico pós-operatório é uma condição comum que se manifesta como uma disfunção temporária da motilidade intestinal. A introdução precoce da dieta oral, antes do retorno do peristaltismo, pode exacerbar essa condição, levando a sintomas como náuseas, vômitos, distensão abdominal e desconforto. Embora protocolos modernos de recuperação acelerada (ERAS) desafiem essa abordagem tradicional, preconizando a dieta precoce em pacientes selecionados, o critério de ruídos hidroaéreos ainda é amplamente ensinado e aplicado como um marcador seguro do retorno da função intestinal. A decisão de iniciar a dieta deve sempre considerar o estado geral do paciente, a ausência de náuseas e vômitos, e a avaliação clínica do cirurgião, buscando um equilíbrio entre a aceleração da recuperação e a prevenção de complicações.
O principal critério é o retorno do peristaltismo intestinal, classicamente avaliado pela ausculta de ruídos hidroaéreos e/ou eliminação de flatos.
Iniciar a dieta antes do retorno do peristaltismo pode levar a distensão abdominal, náuseas, vômitos e aumentar o risco de íleo paralítico prolongado ou deiscência de anastomose.
Sim, os protocolos ERAS (Enhanced Recovery After Surgery) preconizam a introdução precoce da dieta oral (muitas vezes em poucas horas) mesmo sem ruídos hidroaéreos, desde que o paciente esteja sem náuseas e vômitos, visando reduzir o íleo pós-operatório e acelerar a recuperação. No entanto, a questão aborda o critério clássico.
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