HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2024
Criança de 9 meses de idade, desmamada aos 4 meses de idade, é levada à Unidade Básica de Saúde (UBS) por ter apresentado 7 evacuações semilíquidas, com sangue, 2 episódios de vômitos e febre nas últimas 24 horas. Ao exame físico, a criança está irritada, com os olhos fundos, boca seca, o sinal da prega desaparece lentamente e o pulso está rápido e fraco. Segundo o Ministério da Saúde, a melhor conduta nesse caso, entre as seguintes é:
Criança com diarreia sanguinolenta + desidratação grave (pulso fraco) → internação, hidratação IV, ATB empírico.
Crianças com diarreia sanguinolenta e sinais de desidratação grave, como pulso rápido e fraco, necessitam de atenção imediata. A presença de sangue nas fezes sugere etiologia bacteriana invasiva, indicando a necessidade de antibioticoterapia empírica, além da reidratação.
A diarreia aguda é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças menores de cinco anos, especialmente em países em desenvolvimento. A presença de sangue nas fezes, caracterizando a disenteria, é um sinal de alerta que sugere uma etiologia bacteriana invasiva, como Shigella, Salmonella ou E. coli enteroinvasora, e está associada a maior risco de desidratação grave e outras complicações. O manejo da diarreia em crianças, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde, foca na prevenção e tratamento da desidratação. A avaliação do grau de desidratação é crucial para definir a conduta. Sinais como irritabilidade, olhos fundos, boca seca, sinal da prega que desaparece lentamente e pulso rápido e fraco indicam desidratação grave, que requer intervenção imediata. Em casos de diarreia sanguinolenta com desidratação grave, a conduta inicial envolve a reidratação rápida, preferencialmente por via intravenosa se houver choque ou incapacidade de beber. No entanto, se a criança consegue beber, a Terapia de Reidratação Oral (TRO) pode ser iniciada mesmo em casos graves enquanto se aguarda o encaminhamento. A antibioticoterapia empírica é indicada para a disenteria, e a alimentação deve ser mantida, exceto em situações específicas de vômitos incoercíveis. A alternativa C, embora não seja a conduta ideal para desidratação grave com pulso fraco (que seria hidratação IV e internação), é a melhor entre as opções dadas, implicando que a UBS pode iniciar o tratamento enquanto aguarda um encaminhamento ou se a gravidade for reavaliada.
Sinais incluem letargia ou inconsciência, olhos muito fundos, ausência de lágrimas, boca e língua muito secas, sinal da prega cutânea que desaparece muito lentamente, pulso fraco ou ausente, e enchimento capilar prolongado.
A antibioticoterapia é indicada em casos de diarreia com sangue (disenteria), suspeita de cólera, ou em pacientes imunocomprometidos, visando reduzir a duração da doença e prevenir complicações sistêmicas.
A TRO é a base do tratamento da desidratação leve a moderada, repondo água e eletrólitos de forma segura e eficaz, prevenindo a progressão para desidratação grave e reduzindo a mortalidade por diarreia.
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