UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2024
Em uma comunidade rural, um médico atende uma criança de 2 anos com diarreia persistente há 5 dias. A mãe relata que a criança vem sendo tratada com chás caseiros, mas a condição não melhora. Ao exame físico, a criança apresenta sinais de desidratação leve e está febril. Como parte do tratamento inicial, o médico deve:
Diarreia persistente + desidratação leve em criança → TRO + sinais de alerta na UBS.
Em crianças com diarreia persistente e desidratação leve, a terapia de reidratação oral (TRO) com soro caseiro ou SRO é a conduta inicial mais adequada. É fundamental orientar os pais sobre os sinais de alerta para piora do quadro e manter a observação na unidade básica de saúde.
A diarreia persistente em crianças é um problema de saúde pública significativo, especialmente em comunidades rurais. É definida como um episódio de diarreia que dura 14 dias ou mais. A principal complicação é a desidratação, que pode variar de leve a grave e é a principal causa de mortalidade infantil associada à diarreia. A fisiopatologia da diarreia persistente pode envolver infecções entéricas, má absorção e desnutrição. O diagnóstico da desidratação é clínico, avaliando o estado geral, olhos, lágrimas, boca, sede, turgor da pele e pulsos. Em casos de desidratação leve, a terapia de reidratação oral (TRO) é a pedra angular do tratamento, utilizando soro de reidratação oral (SRO) ou soro caseiro. O tratamento inicial na atenção primária foca na reidratação oral, manutenção da alimentação e identificação precoce de sinais de alerta para encaminhamento. É vital educar os cuidadores sobre como reconhecer a piora da desidratação ou outras complicações, como febre alta persistente, sangue nas fezes ou recusa alimentar, que indicariam a necessidade de avaliação hospitalar.
Sinais de desidratação leve incluem sede aumentada, diminuição da diurese, olhos ligeiramente encovados e boca seca, sem alterações significativas no estado geral ou turgor da pele.
A TRO é crucial para repor líquidos e eletrólitos perdidos, prevenindo a progressão da desidratação e suas complicações, sendo a primeira linha de tratamento para a maioria dos casos de diarreia.
O encaminhamento hospitalar é indicado se houver sinais de desidratação grave, choque, recusa de líquidos, vômitos persistentes, diarreia com sangue ou piora do estado geral apesar da TRO.
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