FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2021
Criança de 7 meses de idade, previamente hígida, apresenta, segundo a genitora, diarreia com fezes de aspecto líquido há 3 semanas, distensão abdominal, flatulência excessiva e assadura perianal. No início do quadro, por 5 dias, apresentou vômitos e febre alta, além de fezes líquidas. O diagnóstico mais provável é:
Diarreia persistente pós-gastroenterite + distensão/flatulência → suspeitar intolerância à lactose secundária.
A intolerância à lactose secundária é comum após gastroenterites agudas, especialmente em lactentes, devido à lesão da mucosa intestinal e redução transitória da lactase. Os sintomas incluem diarreia persistente, distensão e flatulência.
A diarreia persistente em lactentes, definida como diarreia com duração superior a 14 dias, é uma condição comum e preocupante na pediatria, frequentemente associada à desnutrição e maior morbimortalidade. Sua etiologia é multifatorial, mas a intolerância à lactose secundária a um episódio de gastroenterite aguda é uma das causas mais prevalentes, especialmente em crianças pequenas. A lesão da mucosa intestinal causada pela infecção viral ou bacteriana pode levar à redução transitória da atividade da lactase, enzima responsável pela digestão da lactose. O diagnóstico é clínico, baseado na história de diarreia prolongada após um quadro agudo, acompanhada de sintomas como distensão abdominal, flatulência excessiva e assadura perianal, que indicam má absorção de carboidratos. Testes como o teste de hidrogênio no ar expirado ou a exclusão dietética de lactose podem auxiliar, mas a resposta à dieta de exclusão é frequentemente diagnóstica. É crucial diferenciar de outras causas de diarreia crônica, como doença celíaca ou alergia à proteína do leite de vaca, que exigem abordagens terapêuticas distintas. O tratamento da intolerância à lactose secundária envolve a exclusão temporária da lactose da dieta, utilizando fórmulas sem lactose para lactentes ou evitando produtos lácteos em crianças maiores, até a recuperação da mucosa intestinal. A reintrodução gradual da lactose deve ser tentada após algumas semanas. O manejo da desidratação e da desnutrição, se presentes, é fundamental, com reposição hidroeletrolítica e suporte nutricional adequado para garantir a recuperação completa da criança.
Os sinais incluem diarreia persistente, fezes líquidas e ácidas, distensão abdominal, flatulência excessiva e assadura perianal, que indicam má absorção de carboidratos.
A conduta inicial envolve a avaliação do estado de hidratação e nutricional, e a consideração de uma dieta de exclusão temporária de lactose, especialmente se houver história de gastroenterite aguda prévia.
A diarreia persistente é definida por duração > 14 dias e frequentemente tem um gatilho agudo (ex: infecção), enquanto a diarreia crônica (duração > 4 semanas) abrange um espectro mais amplo de etiologias, incluindo doenças inflamatórias ou malabsortivas crônicas.
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