PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2015
Lactente de oito meses de idade, previamente saudável, iniciou, há 17 dias, diarreia, vômito e febre. Os dois últimos sintomas cederam nos três primeiros dias, porém a diarreia persiste com fezes volumosas, de eliminação explosiva e sem sangue. A alimentação é com fórmula láctea, frutas e comida de sal. Atualmente está aceitando praticamente só a fórmula láctea. Ao exame físico houve redução de 500 gramas de peso neste período. Está hidratado e apresenta distensão abdominal moderada com dermatite perineal importante. Nos demais aparelhos não foi detectado nada significativo. O exame parasitológico de fezes mostra cistos de Giardia Iamblia. Considerando a causa mais provável para se explicar o prolongamento da diarreia, a conduta CORRETA deve ser:
Diarreia prolongada + Giardia + distensão + fórmula láctea → Suspeitar de intolerância à lactose secundária.
Em lactentes com diarreia persistente, especialmente após infecções intestinais como a giardíase, a lesão da mucosa intestinal pode levar à deficiência transitória de lactase, resultando em intolerância à lactose secundária, que perpetua a diarreia. A suspensão da lactose é a conduta inicial.
A diarreia persistente em lactentes, definida como um episódio diarreico com duração de 14 dias ou mais, é uma causa significativa de morbidade e mortalidade infantil, especialmente em países em desenvolvimento. É crucial para residentes entenderem as causas e o manejo adequado para evitar desnutrição e complicações. Neste caso, a presença de Giardia lamblia é um fator etiológico, mas a persistência da diarreia com fezes volumosas e explosivas, distensão abdominal e dermatite perineal, especialmente em um lactente que consome fórmula láctea, sugere fortemente uma intolerância à lactose secundária. A lesão da mucosa intestinal causada pela giardíase ou por outros agentes infecciosos pode levar à deficiência transitória de lactase. A conduta inicial correta para o prolongamento da diarreia é a suspensão da lactose da dieta, utilizando fórmulas sem lactose. O tratamento específico para a giardíase com metronidazol também é necessário, mas a remoção da lactose é fundamental para quebrar o ciclo da diarreia e permitir a recuperação da mucosa intestinal. A reintrodução gradual da lactose pode ser tentada após a recuperação.
Infecções intestinais, como a giardíase, podem danificar as vilosidades do intestino delgado, levando à redução transitória da produção da enzima lactase, responsável pela digestão da lactose.
Os sinais incluem diarreia persistente, fezes volumosas e explosivas, distensão abdominal, flatulência e dermatite perineal, especialmente após a ingestão de produtos lácteos.
O tratamento da giardíase com metronidazol é indicado após a confirmação parasitológica. No entanto, em casos de diarreia persistente, a abordagem da intolerância à lactose secundária é frequentemente prioritária para a resolução dos sintomas.
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