MedEvo Simulado — Prova 2025
Um lactente de 10 meses de idade é levado ao pronto-socorro pela mãe com história de diarreia persistente há 15 dias. Há três semanas, o bebê teve um episódio de gastroenterite aguda com vômitos e febre, que melhorou após 48 horas, mas a diarreia se manteve. A mãe relata fezes líquidas, volumosas, de odor forte e eliminação explosiva, sem presença de muco ou sangue. O lactente está se alimentando principalmente de fórmula infantil e aceita pouca comida sólida. Ao exame físico, apresenta irritabilidade, discreta perda ponderal (cerca de 400g desde o início dos sintomas), distensão abdominal leve e dermatite perianal. Está hidratado, sem sinais de desidratação grave. Considerando a etiologia mais provável para a manutenção da diarreia, qual a conduta terapêutica inicial mais adequada?
Diarreia persistente pós-gastroenterite em lactente → suspeitar intolerância à lactose secundária → fórmula sem lactose.
A diarreia persistente após um quadro de gastroenterite aguda em lactentes frequentemente se deve a uma deficiência transitória de lactase, causada pelo dano à mucosa intestinal. A substituição temporária da fórmula láctea por uma isenta de lactose alivia os sintomas e permite a recuperação da enzima.
A diarreia persistente em lactentes, definida como diarreia com duração superior a 14 dias, é uma condição comum e preocupante na pediatria, podendo levar à desnutrição e atraso no desenvolvimento. Frequentemente, ela se instala após um episódio de gastroenterite aguda, que causa lesão da mucosa intestinal. A fisiopatologia mais provável para a manutenção da diarreia neste cenário é a deficiência transitória de lactase. A infecção viral ou bacteriana aguda pode danificar as células da borda em escova do intestino delgado, onde a lactase é produzida. Isso resulta em má absorção da lactose presente no leite e fórmulas, levando a uma diarreia osmótica, com fezes ácidas, volumosas e explosivas, distensão abdominal e irritabilidade. A conduta terapêutica inicial mais adequada é a substituição temporária da fórmula láctea por uma fórmula isenta de lactose. Essa medida permite que a mucosa intestinal se recupere e a atividade da lactase seja restaurada, aliviando os sintomas e prevenindo a perda ponderal. Outras intervenções, como antibióticos, são reservadas para casos específicos de infecção bacteriana persistente, e probióticos podem ser adjuvantes, mas não a terapia principal para a intolerância à lactose.
A causa mais comum é a intolerância transitória à lactose secundária, devido ao dano das vilosidades intestinais e à consequente deficiência de lactase, a enzima responsável pela digestão da lactose.
Sintomas sugestivos incluem fezes líquidas, volumosas, de odor forte e eliminação explosiva, distensão abdominal, irritabilidade e dermatite perianal, que persistem após a fase aguda da gastroenterite.
A fórmula isenta de lactose deve ser usada temporariamente, geralmente por 2 a 4 semanas, até a recuperação da mucosa intestinal e da atividade da lactase. A reintrodução gradual da lactose pode ser tentada após esse período.
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