FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2024
No contexto de mecanismos causadores de diarreia, sobre o mecanismo osmótico, é CORRETO afirmar:
Diarreia osmótica = ingestão/má absorção de substâncias osmoticamente ativas → retenção de água na luz intestinal.
A diarreia osmótica ocorre quando substâncias não absorvíveis e osmoticamente ativas permanecem no lúmen intestinal, atraindo água para o intestino por osmose. Isso aumenta o volume do conteúdo intraluminal e leva à diarreia, que tipicamente cessa com o jejum.
A diarreia é um sintoma comum com diversas etiologias, e a compreensão de seus mecanismos fisiopatológicos é crucial para o diagnóstico e tratamento adequados. A diarreia osmótica é um dos principais tipos, caracterizada pela presença de substâncias osmoticamente ativas não absorvidas no lúmen intestinal. Essas substâncias, como carboidratos não digeridos (ex: lactose na intolerância à lactose) ou laxantes osmóticos, aumentam a osmolaridade intraluminal, atraindo água para o intestino e resultando em fezes líquidas. Uma característica distintiva é que a diarreia osmótica geralmente melhora ou cessa com o jejum, pois a ingestão da substância ofensora é interrompida. O diagnóstico diferencial com outros tipos de diarreia, como a secretora, é fundamental. A avaliação do gap osmótico fecal pode auxiliar na distinção, sendo elevado na diarreia osmótica. O manejo envolve a identificação e remoção da causa subjacente, como a restrição de lactose ou a suspensão de laxantes.
As principais causas incluem intolerância à lactose, ingestão de laxantes osmóticos (como lactulose ou sulfato de magnésio), má absorção de carboidratos ou gorduras, e uso de antiácidos contendo magnésio.
A diarreia osmótica tipicamente cessa com o jejum, tem um gap osmótico fecal elevado e é causada por solutos não absorvidos. A diarreia secretora persiste mesmo com o jejum, tem um gap osmótico fecal baixo e é causada por secreção ativa de eletrólitos e água.
Substâncias osmoticamente ativas, como carboidratos não digeridos ou sais de magnésio, não são absorvidas e permanecem no lúmen intestinal, criando um gradiente osmótico que atrai água do plasma para o intestino, resultando em fezes líquidas.
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