FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2022
Criança com 4 anos de idade é levada ao pronto atendimento pela mãe, que a tem achado sonolenta há algumas horas e relata que sua filha tem apresentado diarreia há 3 dias, próximo a 6 evacuações diárias, tendo a evacuação característica explosiva. Ela comenta também que observa inapetência e vômitos desde o início do quadro. Refere febre não aferida. Ao ser examinada pelo pediatra, é notado que a criança apresenta importante assadura em região perineal, aumento do peristaltismo e bastante flatulência. Fezes amareladas na fralda, sem muco ou sangue. Assinale a alternativa que revela o mecanismo fisiopatológico da principal hipótese diagnóstica deste paciente:
Diarreia osmótica = fezes explosivas, flatulência, sem muco/sangue, melhora com jejum.
A diarreia osmótica ocorre quando há presença de solutos não absorvíveis no lúmen intestinal, que retêm água por osmose, resultando em fezes líquidas e explosivas, frequentemente associada à má absorção de carboidratos ou uso de laxativos.
A diarreia é uma das queixas mais comuns na pediatria e representa uma causa significativa de morbimortalidade em crianças, especialmente em países em desenvolvimento. Compreender os diferentes mecanismos fisiopatológicos da diarreia é crucial para um diagnóstico preciso e um manejo adequado. A diarreia pode ser classificada em osmótica, secretora, inflamatória e por alteração da motilidade. A diarreia osmótica ocorre quando há uma quantidade excessiva de solutos osmoticamente ativos e não absorvíveis no lúmen intestinal. Esses solutos retêm água, impedindo sua absorção e resultando em um aumento do volume e da frequência das fezes. As causas mais comuns incluem má absorção de carboidratos (como na deficiência de lactase pós-gastroenterite viral), ingestão de laxativos osmóticos ou síndromes de má absorção. Clinicamente, é caracterizada por fezes explosivas, aquosas, com flatulência e assadura perineal, e o quadro geralmente melhora ou cessa com o jejum. No caso descrito, a criança apresenta diarreia explosiva, flatulência, fezes amareladas sem muco ou sangue, e assadura perineal, que são características típicas de diarreia osmótica, frequentemente associada a uma gastroenterite viral que leva à lesão da borda em escova e consequente má absorção de carboidratos. O manejo envolve a reidratação e, se necessário, a restrição temporária de lactose ou outros carboidratos de difícil digestão, até a recuperação da mucosa intestinal. Diferenciá-la da diarreia secretora, que persiste com o jejum, é fundamental para o tratamento.
Diarreia osmótica é caracterizada por fezes líquidas, explosivas, com flatulência, assadura perineal e ausência de muco ou sangue. Geralmente melhora com o jejum.
A causa mais comum de diarreia osmótica em crianças é a má absorção de carboidratos, como na intolerância à lactose pós-gastroenterite viral, ou ingestão de substâncias osmóticas.
A diarreia osmótica cessa ou melhora significativamente com o jejum, enquanto a diarreia secretora persiste mesmo em jejum, pois é causada por secreção ativa de água e eletrólitos.
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