HSR Cássia - Hospital São Sebastião de Cássia (MG) — Prova 2024
Um paciente em terapia nutricional enteral, iniciada precocemente, evoluiu com quadro diarreico. Nesse caso, a conduta CORRETA a seguir é:
Diarreia em TNE → investigar etiologia antes de alterar a terapia, pois causas são multifatoriais.
A diarreia em pacientes em terapia nutricional enteral é um evento comum, mas suas causas são variadas e nem sempre relacionadas diretamente à fórmula ou à infusão. É fundamental investigar a etiologia (medicamentos, infecção, osmolaridade, velocidade de infusão) antes de qualquer modificação empírica na terapia nutricional.
A terapia nutricional enteral (TNE) é um método vital de suporte nutricional para pacientes que não conseguem ingerir alimentos adequadamente, mas que possuem um trato gastrointestinal funcional. É amplamente utilizada em diversas condições clínicas, desde pacientes críticos a pacientes com disfagia crônica. A diarreia é uma das complicações mais comuns da TNE, afetando uma parcela significativa dos pacientes e podendo levar a desidratação, desequilíbrio eletrolítico e interrupção do suporte nutricional, comprometendo o prognóstico. A etiologia da diarreia em TNE é complexa e multifatorial, raramente sendo causada apenas pela fórmula ou pela velocidade de infusão. Fatores como uso de medicamentos (especialmente antibióticos que alteram a microbiota intestinal, laxantes, procinéticos), infecções (como por Clostridioides difficile), hipoalbuminemia, osmolaridade da dieta, contaminação da fórmula ou do sistema de infusão, e condições patológicas do próprio paciente (doença inflamatória intestinal, síndrome do intestino curto) devem ser cuidadosamente considerados. O manejo da diarreia em TNE exige uma abordagem sistemática. A primeira etapa é sempre investigar a causa subjacente. Uma vez identificada, a conduta pode incluir ajuste da medicação, tratamento de infecções, modificação da fórmula (ex: para uma com fibras ou menor osmolaridade), redução da velocidade de infusão ou, em casos extremos, a interrupção temporária da TNE. É crucial manter o suporte nutricional sempre que possível, ajustando a terapia para minimizar os efeitos adversos e garantir a recuperação do paciente.
As causas são multifatoriais e incluem medicamentos (antibióticos, laxantes, procinéticos), infecções (Clostridioides difficile), osmolaridade elevada da fórmula, velocidade de infusão rápida, intolerância à lactose ou outros componentes, e até mesmo condições clínicas subjacentes.
A primeira conduta é investigar a etiologia do quadro. Isso envolve revisar a medicação do paciente, avaliar sinais de infecção, verificar a osmolaridade e velocidade da infusão da fórmula, e considerar exames laboratoriais se necessário.
A interrupção imediata da nutrição enteral deve ser evitada, a menos que haja uma causa grave e clara que exija isso, como isquemia intestinal. Na maioria dos casos, a investigação e o ajuste da terapia são preferíveis para manter o suporte nutricional.
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