UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2024
Homem de 72 anos, em tratamento regular de hipertensão arterial sistêmica (HAS), apresenta, há três dias, quadro de mal-estar, temperatura de 38,5oC, evacuação em diarreia com muco, pus e sangue na frequência de seis a oito vezes por dia e queda do estado geral. Encontra-se com confusão mental, PA = 90x60mmHg e FC = 110bpm. O resultado do exame de fezes foi positivo para leucócitos. Além da terapia de reidratação, a melhor conduta é:
Idoso + diarreia com sangue/pus + febre + sinais de sepse → Iniciar ATB empírico (Ciprofloxacino) + coprocultura.
O paciente idoso apresenta quadro de disenteria grave (diarreia com muco, pus e sangue), febre e sinais de sepse (confusão mental, hipotensão, taquicardia). Nesses casos, a terapia antimicrobiana empírica é crucial para reduzir a morbimortalidade, especialmente em idosos e imunocomprometidos. Ciprofloxacino é uma boa escolha para diarreias bacterianas invasivas. Antiperistálticos são contraindicados em diarreias invasivas pelo risco de megacólon tóxico.
A diarreia aguda em idosos, especialmente quando acompanhada de sinais de invasão (febre, muco, pus e sangue nas fezes) e comprometimento sistêmico (confusão mental, hipotensão), é uma condição grave que exige atenção imediata. Nesses pacientes, o risco de desidratação, desequilíbrio eletrolítico e sepse é significativamente maior. A presença de leucócitos nas fezes sugere uma etiologia inflamatória ou invasiva, geralmente bacteriana. O manejo inicial inclui reidratação vigorosa e, em casos de gravidade ou sinais de sepse, a introdução de antibioticoterapia empírica é crucial. Ciprofloxacino é uma escolha comum para diarreias bacterianas invasivas em adultos, enquanto a coprocultura deve ser coletada para guiar o tratamento definitivo. É importante ressaltar que drogas antiperistálticas são contraindicadas em diarreias invasivas devido ao risco de complicações.
A antibioticoterapia é indicada para diarreia com sinais de invasão (febre, sangue/pus nas fezes), diarreia do viajante, pacientes imunocomprometidos, idosos com comorbidades, e na suspeita de cólera ou infecção por Shigella/Salmonella grave.
Antiperistálticos, como a loperamida, podem prolongar o contato da mucosa intestinal com as toxinas bacterianas, aumentar o risco de bacteremia e precipitar complicações graves, como o megacólon tóxico, em casos de diarreia invasiva.
A coprocultura é fundamental para identificar o agente etiológico e determinar sua sensibilidade aos antibióticos, permitindo o ajuste da terapia empírica e a prevenção da resistência antimicrobiana. No entanto, não deve atrasar o início do tratamento em casos graves.
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