FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2020
Com relação à etiologia da diarreia em pessoas vivendo com o HIV/AIDS (PVHA), é correto afirmar que os principais agentes etiológicos encontrados são:
Diarreia em PVHA: Criptosporidium parvum, Isospora belli e E. coli são agentes comuns, especialmente em imunossupressão.
Em pacientes com HIV/AIDS, a diarreia é uma manifestação comum e pode ser causada por diversos patógenos. Criptosporidium parvum e Isospora belli são protozoários oportunistas clássicos, enquanto Escherichia coli pode causar diarreia em qualquer população, mas em PVHA pode ter curso mais grave.
A diarreia é uma complicação frequente e debilitante em pessoas vivendo com HIV/AIDS (PVHA), especialmente em estágios avançados da doença e com imunossupressão significativa. Sua etiologia é multifatorial, abrangendo desde infecções oportunistas por protozoários, bactérias e vírus, até efeitos colaterais de medicamentos antirretrovirais e enteropatia associada ao HIV. A identificação dos agentes etiológicos é fundamental para o manejo adequado e para melhorar a qualidade de vida desses pacientes. A fisiopatologia da diarreia em PVHA envolve a disfunção da barreira intestinal, inflamação crônica e desregulação imune local. Patógenos como Criptosporidium parvum e Isospora belli são protozoários que causam diarreia aquosa profusa e crônica, sendo marcadores de imunossupressão avançada. Escherichia coli, embora comum em imunocompetentes, pode levar a quadros mais graves e persistentes em PVHA. O diagnóstico baseia-se em exames de fezes, incluindo pesquisa de parasitas, culturas bacterianas e, em alguns casos, testes moleculares. O tratamento da diarreia em PVHA deve ser direcionado ao agente etiológico, quando identificado. Para Criptosporidium, não há tratamento totalmente eficaz, mas a terapia antirretroviral (TARV) e a reconstituição imune são cruciais. Para Isospora, sulfametoxazol-trimetoprim é a escolha. O manejo sintomático e a reposição hidroeletrolítica são sempre importantes. A prevenção de infecções oportunistas e o controle da carga viral do HIV são as melhores estratégias a longo prazo.
Os principais agentes incluem protozoários oportunistas como Criptosporidium parvum e Isospora belli, além de bactérias como Escherichia coli, que podem causar quadros mais graves em imunocomprometidos.
A imunossupressão permite que patógenos que seriam autolimitados em indivíduos saudáveis causem doenças crônicas e graves, e aumenta a suscetibilidade a infecções oportunistas por protozoários e fungos.
O diagnóstico etiológico é crucial para instituir o tratamento específico, que pode variar significativamente entre infecções bacterianas, virais e parasitárias, e para prevenir complicações e desnutrição.
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