SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2022
Qual a principal causa de diarreia crônica do tipo secretor?
Diarreia secretora crônica: Principal causa = uso de medicamentos (ex: laxantes).
A diarreia secretora é caracterizada pela secreção ativa de água e eletrólitos para o lúmen intestinal, persistindo mesmo em jejum. Embora tumores produtores de peptídeos (VIPoma, gastrinoma) sejam causas clássicas, o uso de medicamentos, especialmente laxantes, é a causa mais comum na prática clínica.
A diarreia crônica é definida pela alteração da consistência das fezes (amolecidas ou líquidas) e/ou aumento da frequência (> 3 evacuações/dia) por mais de quatro semanas. A diarreia secretora é um dos principais tipos fisiopatológicos, caracterizada pela secreção ativa de água e eletrólitos para o lúmen intestinal, resultando em fezes volumosas e aquosas que persistem mesmo durante o jejum. Embora a literatura clássica frequentemente destaque tumores neuroendócrinos produtores de peptídeos (como VIPoma, gastrinoma, carcinoide) como causas de diarreia secretora, na prática clínica, a principal causa é o uso de medicamentos. Laxantes estimulantes, antiácidos contendo magnésio, procinéticos, alguns antibióticos e medicamentos para quimioterapia são exemplos comuns que podem induzir ou agravar a diarreia secretora. O diagnóstico da diarreia secretora envolve a história clínica detalhada, incluindo uso de medicamentos, e exames laboratoriais para avaliar o gap osmótico fecal. O manejo consiste na identificação e remoção da causa (se possível), como a suspensão do medicamento, e tratamento sintomático com antidiarreicos, além de reposição hidroeletrolítica para prevenir desidratação.
A diarreia secretora é volumosa, aquosa, persiste durante o jejum e tem um gap osmótico fecal baixo (< 50 mOsm/kg), indicando que a secreção ativa de eletrólitos é o principal mecanismo.
Diversos medicamentos podem induzir diarreia secretora, sendo os laxantes (especialmente os estimulantes), antiácidos com magnésio, colchicina, procinéticos e alguns antibióticos os mais comuns.
A diarreia secretora persiste em jejum e tem baixo gap osmótico fecal, enquanto a diarreia osmótica cessa com o jejum e tem um alto gap osmótico fecal (> 125 mOsm/kg), devido à presença de solutos não absorvíveis.
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