FAA/UNIFAA - Hospital Escola Luiz Gioseffi Jannuzzi (RJ) — Prova 2015
Lactente, 2 meses, portador de cardiopata congênita com hiperfluxo pulmonar, chega ao pronto socorro infantil, com quadro de diarreia líquida sem sangue, muco ou pus e febre de 38°C. Está sugando o seio materno avidamente. Dá-se o diagnóstico de diarreia aguda com desidratação moderada. Feita a internação hospitalar. Marque a alternativa que descreve a conduta correta:
Lactente cardiopata com desidratação moderada por diarreia → TRO + ATB empírica devido ao risco.
Lactentes com cardiopatia congênita, especialmente com hiperfluxo pulmonar, são considerados pacientes de risco em quadros de diarreia aguda e desidratação. Nesses casos, além da terapia de reidratação oral, a antibioticoterapia empírica é recomendada para prevenir complicações e descompensação do quadro cardíaco.
A diarreia aguda é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças menores de 5 anos, especialmente em países em desenvolvimento. Em lactentes com comorbidades, como cardiopatias congênitas, o manejo se torna mais complexo devido à menor reserva fisiológica e ao maior risco de descompensação. A desidratação, uma complicação comum da diarreia, pode levar a distúrbios hidroeletrolíticos e acidose metabólica, que são particularmente perigosos para um coração já comprometido. A fisiopatologia da diarreia aguda envolve a perda excessiva de água e eletrólitos pelo trato gastrointestinal, seja por mecanismos secretores ou osmóticos. Em um lactente cardiopata com hiperfluxo pulmonar, a desidratação pode exacerbar a sobrecarga cardíaca, aumentar a viscosidade sanguínea e precipitar crises de hipóxia ou insuficiência cardíaca. O diagnóstico da desidratação é clínico, avaliando sinais como olhos encovados, elasticidade da pele, estado de consciência e padrão de sucção. A conduta para diarreia aguda com desidratação moderada em lactentes de risco, como os cardiopatas, envolve a terapia de reidratação oral (TRO) como primeira linha, mas com monitoramento rigoroso. A internação hospitalar é frequentemente indicada. Além da TRO, a antibioticoterapia empírica é recomendada para cobrir possíveis agentes bacterianos e prevenir complicações sistêmicas, dada a vulnerabilidade do paciente. A escolha do antibiótico deve considerar o perfil epidemiológico local e a gravidade do quadro.
Sinais incluem olhos encovados, diminuição da elasticidade da pele (sinal da prega que desaparece lentamente), boca e língua secas, choro sem lágrimas, irritabilidade ou letargia, e sede aumentada (sugando avidamente).
Lactentes com cardiopatia congênita são considerados pacientes de risco devido à sua menor reserva fisiológica. A antibioticoterapia empírica ajuda a prevenir a progressão da infecção e a descompensação cardíaca, mesmo na ausência de disenteria.
As complicações incluem descompensação cardíaca devido à desidratação e distúrbios eletrolíticos, arritmias, insuficiência renal aguda e maior risco de sepse, especialmente em cardiopatias com hiperfluxo pulmonar.
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