HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2023
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) nas últimas 2 décadas ocorreu globalmente expressiva redução na mortalidade por diarreias infecciosas em crianças com idade inferior aos 5 anos. Na criança com diagnóstico de doença diarreica aguda, uso de antibioticoterapia está indicada em qual situação?
Diarreia aguda em crianças: antibioticoterapia indicada principalmente na disenteria (sangue nas fezes).
A maioria das diarreias agudas em crianças é viral e autolimitada, não necessitando de antibióticos. A presença de disenteria (sangue visível nas fezes) é um sinal de alerta que sugere etiologia bacteriana invasiva, justificando a antibioticoterapia empírica após coleta de culturas.
A diarreia aguda é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças menores de 5 anos globalmente, embora tenha havido uma redução significativa nas últimas décadas. A maioria dos casos é de etiologia viral e autolimitada, sendo a reidratação oral a pedra angular do tratamento. A identificação de situações específicas que demandam intervenção medicamentosa é crucial para o manejo adequado e para evitar o uso indiscriminado de antibióticos. A fisiopatologia da diarreia varia conforme o agente etiológico, podendo ser secretora, osmótica ou inflamatória/invasiva. A disenteria, caracterizada pela presença de sangue e muco nas fezes, indica um processo inflamatório e invasivo da mucosa intestinal, frequentemente causado por bactérias como Shigella, Salmonella não typhi, Campylobacter jejuni e E. coli enteroinvasora. Nesses casos, a antibioticoterapia é indicada para reduzir a duração da doença, diminuir a excreção bacteriana e prevenir complicações. O tratamento da diarreia aguda em crianças inclui a terapia de reidratação oral, manutenção da alimentação e suplementação de zinco. A antibioticoterapia é reservada para casos de disenteria, suspeita de cólera, diarreia persistente com desnutrição grave, ou em imunocomprometidos. A escolha do antibiótico deve considerar a epidemiologia local e o perfil de sensibilidade, sendo a azitromicina ou ciprofloxacino opções comuns para disenteria.
Os sinais de disenteria incluem a presença de sangue visível nas fezes, muco, tenesmo e dor abdominal. Pode estar associada a febre e prostração.
A conduta inicial é a terapia de reidratação oral (TRO) com soro de reidratação oral, manutenção da alimentação e suplementação de zinco, sem indicação de antibióticos.
A disenteria sugere uma etiologia bacteriana invasiva (ex: Shigella, Salmonella, Campylobacter), que pode causar complicações sistêmicas e prolongar a doença, justificando o uso de antibióticos.
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