UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2023
A diarreia aguda é uma enfermidade muito comum em pediatria e nela é correto afirmar:
Diarreia por EPEC em crianças → muco, sem sangue, dor abdominal, vômitos e febre. É uma causa bacteriana importante na pediatria.
A diarreia aguda em pediatria é um quadro comum, e a Escherichia coli enteropatogênica (EPEC) é uma causa bacteriana relevante. Ela tipicamente causa uma diarreia aquosa com muco, mas sem sangue, podendo ser acompanhada de dor abdominal, vômitos e febre, diferenciando-se de outras etiologias.
A diarreia aguda é uma das enfermidades mais comuns na pediatria e uma das principais causas de morbimortalidade em crianças menores de cinco anos globalmente. Embora a maioria dos episódios seja autolimitada, a desidratação é a complicação mais grave e a principal causa de hospitalização e óbito. As etiologias são diversas, predominando as infecciosas, com vírus como o rotavírus e norovírus sendo os mais frequentes, seguidos por bactérias e, em menor proporção, parasitas. A Escherichia coli enteropatogênica (EPEC) é uma causa bacteriana importante de diarreia em crianças, especialmente em países em desenvolvimento. A EPEC adere às células do epitélio intestinal, causando lesões e alterando a absorção, resultando em diarreia aquosa. Diferentemente de outras E. coli patogênicas, a EPEC não produz toxinas significativas nem invade a mucosa, o que explica a ausência de sangue nas fezes, mas a presença de muco, dor abdominal, vômitos e febre são comuns. O diagnóstico é laboratorial, mas a suspeita clínica é fundamental. O manejo da diarreia aguda foca na prevenção e tratamento da desidratação através da terapia de reidratação oral (TRO). Antibióticos são reservados para casos específicos de diarreia bacteriana invasiva ou prolongada. A vacinação contra rotavírus e medidas de higiene são cruciais na prevenção. Compreender as características clínicas das diferentes etiologias, como a EPEC, auxilia no manejo adequado e na tomada de decisão sobre a necessidade de exames complementares ou tratamento específico.
As principais causas de diarreia aguda em pediatria são infecciosas, com vírus (especialmente rotavírus e norovírus) sendo os mais comuns, seguidos por bactérias (como E. coli, Salmonella, Shigella, Campylobacter) e, menos frequentemente, parasitas. Causas não infecciosas incluem alergias alimentares e intolerâncias.
A diarreia por EPEC é tipicamente aquosa, com muco, mas sem sangue, e pode vir acompanhada de dor abdominal, vômitos e febre. Diferente de Shigella ou Salmonella, que frequentemente causam diarreia disentérica (com sangue e muco), a EPEC não invade a mucosa intestinal, mas adere a ela, causando lesão e má absorção.
A hospitalização é indicada em casos de desidratação grave, falha na terapia de reidratação oral, vômitos persistentes que impedem a hidratação, alteração do nível de consciência, sinais de choque, diarreia sanguinolenta grave, ou em crianças muito jovens (neonatos, lactentes) com alto risco de complicações.
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