IDOR - Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino - Rede D'Or (RJ) — Prova 2025
Menino de 2 anos dá entrada num serviço de pronto-atendimento com quadro de diarreia aguda, com 5 dias de evolução, em que estão presentes fezes aquosas em grande volume, 5 a 6 episódios ao dia. Há, ainda, histórico de ter apresentado febre nos 2 primeiros dias do quadro diarreico. A mãe informa que houve quadro semelhante em toda a família. Ao exame, o menino encontra-se hipocorado (+/4+), anictérico, acianótico, afebril e com mucosas secas, estando sedento, taquicárdico (FC: 120 bpm) e com FR de 30 irpm; exame abdominal não detecta visceromegalias, nem massas palpáveis, sendo indolor e com ruídos hidroaéreos presentes. Diante desse quadro clínico, a avaliação correta é que:
Criança com diarreia, mucosas secas, sedenta, taquicárdica = desidratação. Iniciar TRO no serviço de saúde sob vigilância.
O paciente apresenta sinais claros de desidratação (mucosas secas, sedento, taquicardia) em um quadro de diarreia aguda. A terapia de reidratação oral (TRO) é a primeira linha de tratamento para a maioria dos casos de desidratação, e deve ser iniciada no serviço de saúde para monitoramento da resposta e segurança, especialmente em crianças.
A diarreia aguda é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças menores de 5 anos em todo o mundo. A principal complicação e causa de óbito é a desidratação, que ocorre pela perda excessiva de água e eletrólitos. A avaliação do estado de hidratação é crucial e baseia-se em sinais clínicos como mucosas secas, olhos encovados, diminuição da elasticidade da pele, sede, taquicardia e alteração do nível de consciência. O caso clínico descreve um menino de 2 anos com diarreia aquosa, febre inicial, mucosas secas, sedento e taquicárdico, indicando um quadro de desidratação. A terapia de reidratação oral (TRO) é a pedra angular do tratamento da desidratação por diarreia, sendo eficaz e segura na maioria dos casos. Ela consiste na administração de soro de reidratação oral (SRO), que contém glicose e eletrólitos em proporções adequadas para facilitar a absorção de água. Em casos de desidratação moderada, como o descrito, a TRO deve ser iniciada no serviço de saúde, sob vigilância clínica, para monitorar a aceitação do SRO, a redução dos vômitos e diarreia, e a melhora dos sinais de desidratação. A vigilância permite identificar rapidamente falhas na TRO e a necessidade de hidratação intravenosa. A suplementação de zinco oral é uma medida adjuvante importante no manejo da diarreia aguda, pois contribui para a redução da duração e gravidade dos episódios, além de prevenir futuras ocorrências. No entanto, o zinco não substitui a reidratação. A dieta deve ser mantida, inclusive o aleitamento materno, e a lactose não precisa ser restrita rotineiramente, a menos que haja evidência de intolerância grave. Antibióticos são raramente indicados na diarreia aguda infantil, que na maioria das vezes é de etiologia viral, como sugerido pelo histórico familiar de quadro semelhante.
Sinais incluem mucosas secas, olhos encovados, diminuição da elasticidade da pele, sede intensa, taquicardia, diminuição da diurese, e em casos graves, letargia e hipotensão.
A TRO deve ser realizada no serviço de saúde quando a criança apresenta sinais de desidratação moderada a grave, falha na reidratação domiciliar, vômitos persistentes ou incapacidade de beber o soro.
A suplementação de zinco oral é recomendada para crianças com diarreia aguda, pois reduz a duração e a gravidade dos episódios, além de prevenir futuras ocorrências, mas não substitui a reidratação.
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